terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Retratando a vida em legendas.

Parte "extra": O ADEUS!


‎"Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta”.

Após ler essa frase, pensei como deveria iniciar a nova “pagina da minha vida”, ou melhor, pensei como iniciaria meu dia, o que iria colocar nele, porém a duvida não demorou muito, pois após uma coincidência infeliz do destino, iria começar dizendo ADEUS!É isso, isso mesmo, o inicio seria o fim.

Este ADEUS foi escrito duas vezes em negrito e caixa alta, este foi lido em alto e bom som, tinha eco de saudade e de amor. Eu ali me despedia de um pai e de uma avó, como outros se despediam de uma mãe e um irmão, ou mesmo outros se despediam de um avô e uma bisavó. Três gerações lamentando percas imensuráveis unidos formando sinônimo significativo de família, a família “DOS REIS”.

Eu como nunca me descrevia na primeira pessoa em meus textos, neste capitulo da vida passei a ser personagem real da historia, e rabisca no meu livro o egoísmo dos meus sentimentos, pois escrever o capitulo: “a despedida” ainda não estava no meu roteiro, nem mesmo os meus lábios conseguiam dizer ADEUS!

Atordoada no meio de vários abraços de consolo, de choro, de beijos e apertos de mãos, apenas tentava interpretar o que sentia, todos em volta e eu me fechava, me sentia a pior das egoístas(estava sozinha com meus sentimentos), pois aquela dor não calava, o coração apertava e a minha voz silenciava. Mas era sim, a despedida!

A rezar, me recolhi, com o coração cheio de saudade, com a mente nostálgica, as lembranças me acalentaram!Talvez a menina que ainda vivia em mim pedia colo, logo veio a mente a primeira boneca, o primeiro urso, a primeira bicicleta, o primeiro mergulho na praia, o primeiro livro, a primeira pescaria, a primeira e única palmada, a primeira decepção que ele não era o papai Noel, o primeiro medo de trovão, o primeiro sinal que não era mais menina, a valsa, a formatura, a vontade de saber o que iria ser “quando crescer”, tudo me mostrava como cada momento foi especial e que ali me despedia de parte da minha essência. SIM, eu perdia o meu pai ( e só para não sentir duas dores, perdia também minha avó!).

Sem medo de parece sentimentalismo barato, resolvi criar coragem e escrever o meu ADEUS!Pois além da menina que pedia colo, a mulher que se criou em mim gritava pedido apoio nas fases de sua vida que ainda estavam por vim.Nunca vou conseguir descrever a dor que sinto, o vazio toma conta de parte do meu tempo, agora ainda me sinto perdida, mas tendo a certeza que minha historia vai sendo dividida em etapas e cabe apenas a eu guardá-las em um lugar seguro, pois os personagens principais dela aos poucos vão saindo de cena, porém esta é a lei da vida e humildemente todos teimam em respeitá-la.

Acho que o silêncio por um tempo vai falar por mim. Pois ainda não aprendi dizer ADEUS.

“. . . apesar de tanta dor vai ser melhor assim”

in memória : José Ribamar Sousa dos Reis e Rosy Maria Sousa dos Reis.

P.S. A Vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça Dele não possa protegê-lo.(C.X)

Firmina Reis.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Colcha de retalhos.

Traduzindo em miúdos hoje quero apenas silencio, para ter paciência de terminar de terce minha colcha de retalhos,

Alguns pedaços dela, podem ainda ter o cheiro daquele abraço, daquele beijo, daquele perfume que vinha junto daquela tal pele,

Mas hoje quero costurar a parte mais saudosa, a parte mais virgem, a parte mais misteriosa.

Hoje NÃO vou parar para remendar a parte da colcha que tenha um pedaço vermelho, a parte que tem cheiro de amor,

Hoje vou juntar os pedaçinhos que tem cheiro do AMOR, aquele AMOR que tem gosto de saudade, não de ausência, aquele AMOR maior que eu, aquele AMOR que eu sei que é pra SEMPRE, AQUELE AMOR COM LETRAS “GARRAFAIS”,

O outro “amor”, esse a gente costura depois, esse a gente vai usando sem “remendar”, esse a gente vai moldando de acordo com o tempo, esse a gente inventa. Para esse outro “amor”, agora uso aquela parte da minha colcha que é mais simples, mais macia, é daquela cor que eu gosto, quando eu enjoar e mudo de cor, (pra não dá muito trabalho).

Mas como dizia, o silêncio é necessário, para uma boa costura...

A primeira parte da colcha, pego logo a saudade, do AMOR paterno,aquele amor de vários pais, aquele AMOR fraterno e eterno...

Este, costuro com cuidado, pois uso muito e sei que ainda irei usá-lo bastante, esse é aquele meu pedacinho de colcha que é jeans,(cai sempre bem). Esse tem cheiro de lembranças vontade de voltar atrás e com vontade de quero mais, vontade de não poder mais...

Logo após, pego parte estampada, aquela que de cada cor tem um pedaçinho, essa tem cheiro de hortelã, de leite, de dengo, de colo, de carinho, de AMOR, de MÃE, essa costuro com gosto pois tem uma boa parte de mim,

Em seguida eu pego o pedaço CINZA, O LISTRADO (com listas finas), O QUADRICULADO(com listras GROSSAS), e o VERDE, esses me dão um pouco de trabalho...

Afinal agrupar e combinar, “essas estampas” é um pouco difícil, entretanto eles são a sustentação da minha colcha, tem cheiro de seriedade, profissionalismo, duvidas e esperança,

Este pedaço é que me toma mais tempo. . .Pois ainda não tenho nostalgia, só surpresas, MEDO!

Aqui eu paro, preciso de ainda mais silêncio, estou com as mãos doendo...

Continuo,

Vejo o pedacinho amarelo, aquele enorme lá no canto, esse me traz saudades, lembranças, me traz o presente, o ausente, me traz AMOR, me traz AMIGOS,IRMÃOS...

Esse tem cheiro de pipoca,de chocolate, de sorrisos,de abraços,de madrugadas, de fim de tarde, de colégio,de faculdade, do barzinho de canto, ou do som alto, da musica lenta,das conversas de divãs, das várias horas de telefones,das surpresas,das descobertas, das vaidades, dos segredos, da ressaca, dos sonhos, das caronas, das traições, das decepções,dos brindes, esse pedaço tem cheiro de COMPANHEIRISMO,

...Acho que aqui, nesse pedaço vou colocar uns paetês, o brilho me cobre de felicidade!

És que eu vejo o retalho BRANCO,


Este, foi minha dificuldade, onde colocá-lo?O retalho branco da minha colcha.

ÉS que agora me encontro com ele na mão, cansada, e com muitas duvidas, acho que vou me enrolar só com ele.Este é pequeno, mas supri minhas necessidades MOMENTANEAS,

Os outros? Vou deixá-los bem aqui do meu lado, vou seguro-los bem firme para não soltar estão BEM-COSTURADINHOS, mas ainda faltam muitas partes,

No entanto vou ficar aqui bordando 3 pontos neste pano branco, silenciosamente vou procurar outras cores, e continuar a tecer minha colcha,

Agora vou só sentir esse cheiro de paz, talvez eu use o meu retalho branco como fundo da minha colcha ,ou então talvez eu apenas o segure firme para manter essa minha paz sempre livre e MAS SEMPRE comigo, pois HOJE estou precisando muito dela.

“. . .Bandeira branca amor eu peço, PAZ. . .Pela saudade que me invade eu peço paz”

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Talvez.

Hoje acordei meio cansado,

Talvez esteja bocejando o tédio de memorizar aquela bendita frase: “Dar murro em ponta de faca”. Ou mesmo aquela outra: “Dar a cara-a-tapas”.

Pra que? Por que? .Gritar exorbitante-Mente tais frases dentro de mim.

“-AFF”(G-R-O-S-S-E-I-R-A-M-E-N-T-E, falando!)

Acho que já fiz demais ISSO, ou tão pouco .. tentei fazer muito AQUILO . . .

(-eu não consegui, não com o sucesso de alguns).

E por mais redundante que possa aparentar a principio, foi sim “dando a cara-a-tapas” que eu acabei “dando murros em pontas de facas”...

(TENTEI)

Talvez hoje eu tivesse cansado.

Hoje talvez eu quisesse apenas vôos baixos,

Talvez eu tivesse me entediando de querer voar juntos dos pássaros

Talvez eu não quisesse tanto perigo em cortar as mãos, com facas...

Talvez eu quisesse meus dedos tocando apenas alguma mão qualquer.

Talvez meu rosto, já esteja cansando de apanhar...

Talvez a “minha cara” não esteja completa, falte apenas uma metade...

Talvez ela já não suporte muitos tapas...

Talvez ela apenas quisesse suaves dedos a acariciar.

CANSEI de fato!

[Nesta afirmativa eu não busco um talvez, que persista uma duvida. Aqui eu afirmo e exclamo]

No entanto,

Eu talvez quisesse simplicidade.

Um pouco de praticidade, regrado de alguns pingos de modernidade.

Um computador para trabalhar,

Criatividade para continuar,

E uma “distração” corriqueira que não possa me atrapalhar.

Talvez eu quisesse ser menos coração,

E mais razão.

Talvez eu quisesse SILÊNCIO,

Talvez eu ainda vá ficar escutando algumas musicas antigas, mas DE FATO eu não vou tentar descobrir porquê o mesmo refrão insiste em tanto em tocar.

terça-feira, 23 de março de 2010

UM brinde aos copos da vida.

(UM brinde as tempestades que fazemos dentro deles!).

UM dia es que ele sentiu a tempestade chegar por perto,
Aquele ciclone que surgia dentro do seu corpo,
A agonia feliz, o deixava meio confuso,
As mãos frias e a boca seca,

Ele não sabia ao certo o que estava sentindo.

Derrepente se deparou com aquele sorriso que clarificava sua alma,
Conjeturava o significado do momento que vivia,
ÉS que ali apenas estava o rapaz que iria rever o seu grande amor,
Ou mesmo ali estava a moça que iria rever aquela paixão que lhe fez perder a voz.


Neste momento, este casal sutilmente brinda a tempestade de seus sentimentos no silenciar dos seus corpos,
Degustando o sabor magnífico de um romântico vinho.
Trocando o liquido das suas tempestades por algo quente, saboroso, misterioso e lírico.
[Em outro canto]



Estava lá aquele moço com sua caneca,
O liquido preto fumaçava,
Na aresta da mesa sobrepunha-se alguns jornais, e uns dois livros entreabertos,
A caderneta segurava os pingos que escorriam das palmas daquela mão,
Entre os dedos estava uma esferográfica preta, que lutava entre a força do seu escrever e a valsa dos seus pensamentos soltos,

És que temos um criador, recoberto pela confusão de uma nova criação,
Preste a contemplar sua nova obra, mas temporariamente perdido na tempestade da “sua caneca”.
Mas as rimas lhe faltam,
O cheiro do café lhe traz as lembranças de algumas de suas frases feitas,
E ele continua ali extasiado por sua falta de inspiração, brindando, mais uma TEMPESTADE DE SUA VIDA.

[Em algum lugar com musica alta, já noite]

Com o piscar apaixonante da lua,
Ela acabará de passar o risco do seu mais intenso lápis,
Agora com seus olhos tracejado, buscava seu sedutor perfil no espelho,
A moça das “pernas-de-fora”, tenta ressaltar todas as suas atrações,






O som alto, agora ela tenta ludibriar os seus ouvidos e seu superego com um copo daquela bebida transparente e destilada.
Pura, com apenas duas pedras de gelo.
Seu copo diante das luzes era seu intenso companheiro,
Nele estava retida lá no fundo a vontade de fazer o que ela quiser,
A tempestade de seus desejos.

Porém sem perceber, já encostada no balcão não conseguia dar alguns longos passos,
Sucessivamente ela ainda continuaria ali com mais algumas pedras de gelo, uns dois a três copos, a maquiagem saindo, a música cada vez mais longe,
E a TEMPESTADE DA SEDUÇÃO ia se transformando em frustrante, e o máximo que iria ter da fatídica noite era uma ressaca moral,
(Se caso lembrar de algo).

[Noutra esquina, na mesma hora daquele começo de noite]


Ouvi-se um grito de GOOOOOOOOOOOOOOL!
Os copos erguidos ao alto batiam nas mesas,
O liquido amarelo e espumante,
A testosterona reinava no ambiente,
Entre os risos e lágrimas ressaltavam-se dois brasões e um placar,
A vitória para felicidade de alguns e a derrota para tristeza de outros,
Alguns insultos um brinde,
Mesmo perdendo ou ganhando ali aqueles “corações-por-uma-bola” continuariam celebrando as tempestades da euforia da vitória ou mesmo afogando suas magoas com mais uma derrota, até o próximo jogo.
[ Nas primeiras horas, de um novo dia]

Ali estaria àquela mãe de família nas exatas 5h da manha por não conseguir dormir,
De frente para aquele copo de água,
Puro e cristalino,
Olhando através do copo, pensava ali a solução de pelo menos alguns de seus problemas,
Não obterá resposta, pois perante o liquido transparente só conseguia ver seus próprios dedos,
E ai que estava o segredo, em suas MÃOS,
Pois só o esforço trazido com elas que conseguira soluções,
Es que aquela humilde mulher brindou a TEMPESTADE de sua vida.
O que dizer de cada copo que se vislumbra em nossa face?
O que sentir pela proporção da tempestade desse ou daquele?
NADA!
Pois agora eu me rendo a transcrever: “cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é”, logo, “brinde a casa, brinde a vida, meus amores, minha família”.
Maria Fifi

terça-feira, 28 de julho de 2009

Tu, Ele, Nós. . .

Eles. . .


Tantos?!
“Nem tantos”. . . Porém alguns.




Eis que ela se vê no meio deles, com aparência levemente confusa.
A gargalhada altamente presente camufla a ausência da sua “alma”.
Dentre olhares cruzados dos cordiais e os deslizes de mãos dos mais ousados,
Aqui está ELA! Estática.



Artista da sua própria farsa, fidelíssima amiga dos seus olhos ela percebe que naquele ambiente a falsidade vigora,
Com máscara que ela mesma produz.



No pensamento, tem o sentimento: A SAUDADE.
Esse como dito por alguns foi feito para ser sentido, ela não sabe ao certo seu real significado. Não sabe ao certo do que senti falta,
Tudo muito momentâneo e simultâneo, não consegue distinguir o que quer TER SENTIR, OUVIR ou VIVER novamente,
Apenas sabe que falta algo.



A fuga concentrada no desapego, ela constrói as oportunidades e esquiva seu coração de “finais-felizes”,
Escrevendo capítulos com novos personagens, ela ligeiramente se diverte, observando a grandiosa diversidade de cada participação especial da sua história.
Contempla a sua solitude.



Sozinha no meio de tantos, ela tenta se apegar aos fatos superficiais,
Distraída com o afago de mãos, as caricias do rosto, sustenta algumas mentiras baseados em minutos, horas, dias, meses intensos.



Hoje tu, amanha ele, depois aquele, daqui em diante o outro,
E ela?
Ela ainda vai está lá estática... Até o momento que sentir seu coração pulsar.
Que aos pulos vai gritar : SEJA bem-vindo meu amor!



Maria Fifi.

terça-feira, 9 de junho de 2009

A vida retratada em LEGENDAS.

Parte II- A CONSTRUÇÃO.

Retratar a vida em legendas é viver cada momento interpretando a sua importância e intensidade.

Celebrar, Repensar, Amar, Chorar, Sorrir, Abraçar cada dia, cada pessoa que passa por nós. E em especial uma pessoa que um dia era nada a mais que “normal”, hoje depois do entrelaçar do destino passa a ser um AMIGO, UM AMANTE... UM AMOR.

Tentar explicar a misteriosa arte de viver é uma tarefa que muitos já desistiram logo, dizer o porquê dos “corpos” se unirem não seria muito fácil, ficando assim bem mais simples contemplar o brilho enaltecedor do amor, este visivelmente trazido pelo olhar desses tais apaixonados.

Por isso lhes digo: FELICIDADES!
Apaixonem-se diariamente, sejam o cotidiano-feliz de ambos . . .
Expressando cada momento a exclamação:“eu quero está com você”, melhor que isso só um :EU TE AMO!
Se embreagem de esperança, não fugindo da realidade, que por mais que circunstâncias externas um dia digam que não, a felicidade existi sim, basta apenas ter paciência de cultivá-la para não “fugir”.

A historia que “começou” em um brindar de copos, embalados pelo entusiasmo da dança antes do brilhar da aurora, foi dando espaço ao carinho, ao respeito e cativado pelo amor.

Hoje essa historia rendeu fruto, e pelo costume social se transcrevem em papéis.
Trazendo a expressão externa dessa realidade interior que se consuma na intimidade da vontade de dividir sonhos, expectativas, construir novos objetivos, reescrever historias, e criar novas historias. “Refamiliar-se”.

Hoje depois dos tramiteis legais são de fato marido e mulher, um primeiro passo de uma nova legenda na vida de cada um. Momentos que se eternizaram, que hoje tem um leve gostinho do “medo”, do frio na barriga que o “sonho” virou realidade, transcrita no papel.

Tendo por fim eu desejo à vocês mais que FELICIDADE, UNIÃO e AMOR... Desejo a vocês: MOMENTOS, HORAS, DIAS, E ANOS... Todos estes transcritos por legendas que vão sendo gravadas nas lembranças. MOMENTOS que vislumbrem o “arreganhar” de dentes, o cheiro do perfume, o olhar, o “juntar de escovas”, O trocar de pernas, os braços que se abraçam, a mão no ombro, a risada das piadas sem graças, as construções dos sonhos, as rimas dos apaixonados transcritas nos versos de amor, o trocar de fraldas, as noites sem dormir, o cheiro da vida sentida por minutos. As horas, dias e meses que se transformaram em anos.


Felicidades.

E muitos momentos cobertos de “grandes detalhes” de vocês.


Maria Ffi.





“Olha você tem todas as coisas.
Que um dia eu sonhei pra mim.
A cabeça cheia de problemas.
Mas eu não me importo, eu gosto mesmo assim.
Tem os olhos cheios de esperança.
De uma cor que mais ninguém possui.
Me traz meu passado e as lembranças.
Coisas que eu quis ser e não fui.
Olha você vive tão distante.
Muito além do que eu posso ter.
E eu que sempre fui tão inconstante,
Te juro, meu amor, AGORA É PRÁ VALER.
Olha, vem comigo aonde eu for,
SEJA MEU AMANTE, MEU AMIGO, MEU AMOR,
Vem seguir comigo o meu caminho,
E viver a vida só de amor”.
(OLHA- ROBERTO CARLOS)

terça-feira, 2 de junho de 2009

A vida retratada em LEGENDAS.

Parte I - A DESPEDIDA.

Momentos se eternizam,
Alguns com o brilho enaltecedor de alegrias,
Outros por lágrimas que rolaram no curto percurso da sua face,
Petrificados por flashes na memória ou refletidos num papel.

Lembranças,
Só isso que temos.

Pensamentos que vislumbram o arreganhar de dentes, o cheiro do perfume,
O trocar de pernas, os “botões da blusa”, os braços que se abraçavam, a mão no ombro, A risada das piadas sem graças, as construções dos sonhos, as rimas dos apaixonados transcritas nos versos de amor, a saudade sentida por minutos. As horas, dias e meses que foram se transformando em anos.

Agora, temos apenas legendas,
Que contam as historias dos momentos que tivemos.
Com um simples “até logo” as palavras de amor vão sendo deixadas nas gavetas.
E teu olhar me lembra a saudade da companhia do amigo, do amante, do AMOR.

Hoje meu coração dança sozinho,
Cada nova música que tínhamos como nossa,
E elegantemente arruma-se para o novo espetáculo da vida,
Recompondo-se com a esperança de um novo-e-eterno-amor.


Esperando as novas linhas de minha historia, que AGORA vou construindo sozinha.





Maria Fifi