. . . És que ainda me vejo de carne e osso,
como ligeiramente ouço nos ventos do mundo,
As veias de aço que criei ainda se salientam no meu corpo.
Trazem-me tristeza,
A luz refletida no espelho parece transparecer o brilho fosco que cai devagar para sustentar aquele sorriso (que insiste a surgir no canto da boca).
Sei que ainda está lá. . .
LINDA, MODERNA E NOVISSIMA! És que tens a sua “armadura de prata”!
TÃO AUTOCONFIANTE, INTOCÁVEL, INATINGÍVEL. . .Tantas gargalhadas, ela está estonteante!
Enche-se novamente do idealismo de viver “porraloucamente”.
Nada mais a feri. Tem uma armadura de prata!
TOLA!(Feliz, no momento que engana-a-te-mesmo).
Olhar frio, mãos sem calor, veias de aço.
O coração?!Ah... Esse parece que nem existi mais, teria virado pedra.(és os comentários que teciam) .
Mal sabia ela que aquela “nova armadura” com o tempo, nos olhos dos demais “lutadores” iria fazer parte do seu corpo. . .
Tornou-se uma só.
MENTIRA!
As lágrimas ainda corriam pelo rosto da “lutadora”, ela sabia que sua fragilidade apesar da redundância era sua mais bela virtude.
A eterna menina tentando mostrar-se como: A LINDA MULHER(Cobiçada) ,
É isso, ela ainda estava lá!
E ele?
Será que ele conseguia ver através da prata?
Será que podia imaginar que existia ainda uma menina lá?!
Será que ele também a julgava de insensível?!
Intocável, até que ponto?
Até onde era sua armadura?
Onde aquela mulher de prata escondia seu coração?
Ele apenas poderia se questionar e suas perguntas ainda ficariam sem respostas.
Afinal este havia se encantado pelo brilho de uma armadura, logo a prata ofuscava seus olhos, e ele desistia imediatamente de olhar por muito tempo aquela moça.
O superficial era suficiente a ele neste momento, satisfazia a sua “necessidade momentânea”.
Ela?
Ah! . . . Ela a cada dia via que aquela armadura era muito grande. Estava se perdendo dentro da sua LINDA ROUPA DE PRATA.
Como diz a "cantiga": "Nem tudo que reluz é OURO...nem tudo que balança cai"(seria prata?!).
Maria Fifi