sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
No entrelaçar de tuas coxas.
Sinto o suave toque dos teus dedos a encostar-se às minhas mãos
Derrepente tens-me sobre o eu teu peito,
Proteção . . . Calma . . .Segurança. . .Certeza. . .
DESEJO!
Teus olhos se aprofundam diante de mim,
Sem um simples trocar de palavras sabes o que o meu eu mais profundo lhe diz,
Como numa dança, cujos únicos dançarinos éramos nos,
Eu e você.
A cada passo temos o entrelaçar dos nossos corpos,
O trocar de pernas, sem esperar que a música termine.
Suas mãos a passear sobre o meu corpo guiando-me para cada nova coreografia,
Frenesi.
O calor dos nossos corpos vindo a cada mudança repentina de ritmo,
Tu me tomas,
Numa linda e frenética melodia, somos um só.
Cantamos juntos,
PLENITUDE. . .
Silêncio , olhares. . . Final da música.
Feliz, mas com saudades me despeço do HOMEM
E derrepente em meu dorso tenho de volta o menino,
Que se aconchegava em meus braços, buscando de volta a sua MULHER.
Maria Fifi.
Derrepente tens-me sobre o eu teu peito,
Proteção . . . Calma . . .Segurança. . .Certeza. . .
DESEJO!
Teus olhos se aprofundam diante de mim,
Sem um simples trocar de palavras sabes o que o meu eu mais profundo lhe diz,
Como numa dança, cujos únicos dançarinos éramos nos,
Eu e você.
A cada passo temos o entrelaçar dos nossos corpos,
O trocar de pernas, sem esperar que a música termine.
Suas mãos a passear sobre o meu corpo guiando-me para cada nova coreografia,
Frenesi.
O calor dos nossos corpos vindo a cada mudança repentina de ritmo,
Tu me tomas,
Numa linda e frenética melodia, somos um só.
Cantamos juntos,
PLENITUDE. . .
Silêncio , olhares. . . Final da música.
Feliz, mas com saudades me despeço do HOMEM
E derrepente em meu dorso tenho de volta o menino,
Que se aconchegava em meus braços, buscando de volta a sua MULHER.
Maria Fifi.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
O Livro: A historia que ainda se fecha.
Aqui a historia de um livro que pensava está aberto.
Primeiramente sonhando em ser popular.
Muito novo ainda recém lançado. . .Fazia tudo para ser sedutor de boa aparência (como todo lançamento era carregado com a “responsabilidade” de ser um SUCESSO).
Queria ter muitos eleitores, pessoas conhecendo a sua historia.
Tinha devaneios em ser traduzido.
Este com o passar do tempo conseguiu muitas leituras, algumas rápidas e curtas, outras profundas e um pouco mais longas. . .Sendo que sempre deixando-o por terminar.
Logo “ELE” ainda não estava satisfeito. Não entendia o motivo dos outros livros lançados na mesma época serem tão bem aceitos e ele não(os outros eram mais práticos).
Não queria apenas que o vissem por fora, com sua bela e dura capa dourada, não fora feito para ser enfeite de estante.
Este buscava uma interpretação, o entender de suas frases e rimas, buscava alguém que pudesse conseguir manusear as suas finas folhas com a paciência de chegar ate o fim de sua historia.
Pobre livro, pois este veio a “nascer” numa época onde poucas pessoas têm sensibilidade em saber degustar uma longa historia. Muitos dos seus leitores desistiam no meio do caminho, pois suas palavras ainda eram muito complexas para o costume social de uma leitura “rápida e pratica”.
ES aqui o livro de capa dura e folhas finas.
Trazia palavras às vezes muito frias. Teve comparações a enciclopédias. Sendo que seus poucos admirados não sabiam que nas suas ultimas folhas, continha a tradução do seu mistério, guardava seu romance... Era no seu "todo" que estava sua magia.
Tornou-se um livro fechado, devido à falta de praticidade de suas palavras, só conseguiu ser mal interpretado. Pensou em ter sido mal escrito, buscava ai a resposta de não conseguir “esta” com um leitor ate o fim.
A única pessoa que foi capaz de ler toda sua historia, foi seu criador. . .Mas esse já desencantado com o insucesso de sua “obra”,se fazia muito ocupado com outras criações.
Mais um livro deixado na estante. . .
O livro da vida fica sempre entreaberto aguardando a tradução de suas verdadeiras frases. Enquanto isso os SEUS vários personagens vão distraindo os curiosos que passam-lhe avista.
Maria Fifi.
Primeiramente sonhando em ser popular.
Muito novo ainda recém lançado. . .Fazia tudo para ser sedutor de boa aparência (como todo lançamento era carregado com a “responsabilidade” de ser um SUCESSO).
Queria ter muitos eleitores, pessoas conhecendo a sua historia.
Tinha devaneios em ser traduzido.
Este com o passar do tempo conseguiu muitas leituras, algumas rápidas e curtas, outras profundas e um pouco mais longas. . .Sendo que sempre deixando-o por terminar.
Logo “ELE” ainda não estava satisfeito. Não entendia o motivo dos outros livros lançados na mesma época serem tão bem aceitos e ele não(os outros eram mais práticos).
Não queria apenas que o vissem por fora, com sua bela e dura capa dourada, não fora feito para ser enfeite de estante.
Este buscava uma interpretação, o entender de suas frases e rimas, buscava alguém que pudesse conseguir manusear as suas finas folhas com a paciência de chegar ate o fim de sua historia.
Pobre livro, pois este veio a “nascer” numa época onde poucas pessoas têm sensibilidade em saber degustar uma longa historia. Muitos dos seus leitores desistiam no meio do caminho, pois suas palavras ainda eram muito complexas para o costume social de uma leitura “rápida e pratica”.
ES aqui o livro de capa dura e folhas finas.
Trazia palavras às vezes muito frias. Teve comparações a enciclopédias. Sendo que seus poucos admirados não sabiam que nas suas ultimas folhas, continha a tradução do seu mistério, guardava seu romance... Era no seu "todo" que estava sua magia.
Tornou-se um livro fechado, devido à falta de praticidade de suas palavras, só conseguiu ser mal interpretado. Pensou em ter sido mal escrito, buscava ai a resposta de não conseguir “esta” com um leitor ate o fim.
A única pessoa que foi capaz de ler toda sua historia, foi seu criador. . .Mas esse já desencantado com o insucesso de sua “obra”,se fazia muito ocupado com outras criações.
Mais um livro deixado na estante. . .
O livro da vida fica sempre entreaberto aguardando a tradução de suas verdadeiras frases. Enquanto isso os SEUS vários personagens vão distraindo os curiosos que passam-lhe avista.
Maria Fifi.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
As consequências de Uma Escolha.
Dedos, O martelo da justiça dos homens.
És O Impasse.
Deitado, sonhava com a tida “normalidade”, que fora acalentado em sua fronha de menino.
Acordado, seus olhos reluziam brilho, embalado pelo seu pensamento e incentivado por seus pequenos pés.
HOMEM, agora mais maduro, mais frio, mais confuso, MAIS Acordado. . .
Trocou os sonhos por ilusões passageiras (decepcionantes muitas vezes), mas culpava aquele “menino que imaginava que podia voar” que ele trazia consigo no seu ser mais silencioso.
Hoje se permitia a excitante aventura de VIVER.
Sendo que hora e meia via se sendo crucificado rudemente pelo seu superego - este vale frisar que fora alimentado pelos DEDOS de uma sociedade que tinha como seu processo ético a hipocrisia.
Tentava ser discreto, mas sua personalidade o ludibriava, e não conseguia passar despercebido,
Criado em um mundo de equívocos, embalado numa rede de quebra-cabeça, não era o único a fazer escolhas erradas.
Esgotava as emoções,
Andava as extremidades das coisas naturais, que sua educação não conseguiria mais controlar.
Era impulsivo, ousado (diziam muitos).
Um dia deixou-se levar pela embriaguez dos seus desejos.
Trocou a sensibilidade, confusa, mas sincera. . .
Pela vaidade, momentânea e distante.
Ligeiramente percebeu as grosseiras consequências, porém já era tarde,
Afinal a escolha já havia sido feita.
São os DEDOS, martelo da justiça dos HOMENS.
AGORA olhando de longe este homem-menino impulsivo, espantou-se com a silenciosa sentença dada por alguns.
Mal sabiam estes que o garoto dos olhos brilhantes já tinha seu proprio martelo todos os dias, pois seu fiel inimigo era sua AUTOCRÍTICA.
...Quem nunca errou, que atire a primeira pedra!
Maria fifi.
És O Impasse.
Deitado, sonhava com a tida “normalidade”, que fora acalentado em sua fronha de menino.
Acordado, seus olhos reluziam brilho, embalado pelo seu pensamento e incentivado por seus pequenos pés.
HOMEM, agora mais maduro, mais frio, mais confuso, MAIS Acordado. . .
Trocou os sonhos por ilusões passageiras (decepcionantes muitas vezes), mas culpava aquele “menino que imaginava que podia voar” que ele trazia consigo no seu ser mais silencioso.
Hoje se permitia a excitante aventura de VIVER.
Sendo que hora e meia via se sendo crucificado rudemente pelo seu superego - este vale frisar que fora alimentado pelos DEDOS de uma sociedade que tinha como seu processo ético a hipocrisia.
Tentava ser discreto, mas sua personalidade o ludibriava, e não conseguia passar despercebido,
Criado em um mundo de equívocos, embalado numa rede de quebra-cabeça, não era o único a fazer escolhas erradas.
Esgotava as emoções,
Andava as extremidades das coisas naturais, que sua educação não conseguiria mais controlar.
Era impulsivo, ousado (diziam muitos).
Um dia deixou-se levar pela embriaguez dos seus desejos.
Trocou a sensibilidade, confusa, mas sincera. . .
Pela vaidade, momentânea e distante.
Ligeiramente percebeu as grosseiras consequências, porém já era tarde,
Afinal a escolha já havia sido feita.
São os DEDOS, martelo da justiça dos HOMENS.
AGORA olhando de longe este homem-menino impulsivo, espantou-se com a silenciosa sentença dada por alguns.
Mal sabiam estes que o garoto dos olhos brilhantes já tinha seu proprio martelo todos os dias, pois seu fiel inimigo era sua AUTOCRÍTICA.
...Quem nunca errou, que atire a primeira pedra!
Maria fifi.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
A MaDruGadA.
Silenciosa desbrava noites afins,
Algumas vezes embaladas por sonhos,
Outras celebradas com um vulgar brindar de copos, seguidos de algumas rimas.
Traz consigo a inspiração,
O “quero mais” dos degustardores da vida.
A extensão de paixões frenéticas e avassaladoras.
Tu MaDruGadA,
Linda
E
Plena
Misteriosa, sutil e Amiga,
Tida como, a dança antes do brilhar da aurora,
Momento de paz ou exaustão,
Traz em teus ventres a continuidade da noite e a luz do amanhecer,
Deleite dos teus contínuos observadores,
A desculpa usada por esses teus jovens e eternos admiradores, para se embriagarem, com teus provocantes ventos de NOVO DIA.
Devo-lhe dizer que sou réu confesso e admito que “uso” tuas estrelas para contemplar o raiar do sol.
Maria Fifi.
Algumas vezes embaladas por sonhos,
Outras celebradas com um vulgar brindar de copos, seguidos de algumas rimas.
Traz consigo a inspiração,
O “quero mais” dos degustardores da vida.
A extensão de paixões frenéticas e avassaladoras.
Tu MaDruGadA,
Linda
E
Plena
Misteriosa, sutil e Amiga,
Tida como, a dança antes do brilhar da aurora,
Momento de paz ou exaustão,
Traz em teus ventres a continuidade da noite e a luz do amanhecer,
Deleite dos teus contínuos observadores,
A desculpa usada por esses teus jovens e eternos admiradores, para se embriagarem, com teus provocantes ventos de NOVO DIA.
Devo-lhe dizer que sou réu confesso e admito que “uso” tuas estrelas para contemplar o raiar do sol.
Maria Fifi.
sábado, 13 de setembro de 2008
A SUTILEZA de saber observar.
Foi dando a “cara a tapas”. Que hoje me tornei um fiel amigo dos meus olhos.
Não apenas deste meu olhar frio, cru, visto por esses olhos nus.
Mas construí um forte laço de amizade com os olhos que espelham a minha alma.
Estes que reflectem imagens que me fazem observar, esperar, conhecer, pensar e agir.
Foi com a fidelidade deste olhar que aprendi a controlar impulsos e a transbordar emoções. Ir de uma extremidade a outra, sem jogar fora minha essência.
Observando conheci o novo e vive o passado. Através dos meus olhos que me mantenho às vezes inerte ou deixo um ar de querer-te.
No simples caminho das minhas pálpebras que pude cruzar-me com o brilho ousado dos teus olhos.
Sei que com sorrisos posso distrair pessoas, transparecer alegrias e até mesmo dar um frio ar impessoal e ilusório.
Só que ainda continuo dependente destes tais olhos para conseguir demonstrar as mais belas frases do meu ser. Uma pena que poucos têm capacidade de interpretá-las.
Palavras muitas vezes mostram-se pesadas (fortes ou melancólicas). Por isso digo-te é bem mais SUTIL saber me olhar.
Não apenas deste meu olhar frio, cru, visto por esses olhos nus.
Mas construí um forte laço de amizade com os olhos que espelham a minha alma.
Estes que reflectem imagens que me fazem observar, esperar, conhecer, pensar e agir.
Foi com a fidelidade deste olhar que aprendi a controlar impulsos e a transbordar emoções. Ir de uma extremidade a outra, sem jogar fora minha essência.
Observando conheci o novo e vive o passado. Através dos meus olhos que me mantenho às vezes inerte ou deixo um ar de querer-te.
No simples caminho das minhas pálpebras que pude cruzar-me com o brilho ousado dos teus olhos.
Sei que com sorrisos posso distrair pessoas, transparecer alegrias e até mesmo dar um frio ar impessoal e ilusório.
Só que ainda continuo dependente destes tais olhos para conseguir demonstrar as mais belas frases do meu ser. Uma pena que poucos têm capacidade de interpretá-las.
Palavras muitas vezes mostram-se pesadas (fortes ou melancólicas). Por isso digo-te é bem mais SUTIL saber me olhar.
Maria Fifi.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
A soma de dois: Atração, Desejo. (AMOR?!)
O politicamente correto soma-se ao sedutor inconseqüente?
Não é mais fácil se contrapor?
Afinal os opostos se atraem?
E a busca por afinidades?O que a alimenta?
Será mesmo que meta-física explica o afetivo-emocional?
O sentir pode ser comparado a uma equação quântica?
. ? -? -? .
Interrogações sempre bailam sobre pensamentos, numa “dança” que se torna cansativa, caso não encontrem respostas.
MAS O QUE DIZER DESTA RELAÇÃO (ELA E ELE):
Ela ousada, cruzava as coxas.
Brincava com o tímido e corretinho moço que a observava.
Ele suspendia um olhar rebuscado a sua atrevida moça.
Tímido, mas interessado, não conseguia disfarçar.
Tentava manter sua postura recriminadora, mas seus impulsos o traíam.
Ele respirava regras. Continha-se com seu moralismo fatal.
Ela brindava copos, varava madrugadas ao som de enfeitiçastes melodias.
Acumulava estórias e juntava “amigos”.
Espontânea, não se intimidava ao demonstrar a alegria do seu “eu” mais porra-louca.
Ele vivia sobre a linha do seu inquestionável limite responsável.
Conceituava-se um homem quase sem defeitos. Não admitia falhas.
Ela gritava aos quatros cantos suas próprias imperfeições.
Achava que todos seus erros eram necessários.
Buscava acertos, mas obtinha apenas experiências.
Ele muitas vezes só, era frio, se tornava cinza a “olho nu”.
Tinha como companhia uma caneca de café e 2 ou 3 livros de cabeceira.
Contentava-se com a sua vida “perfeita”.
Ela insaciável buscava novos desafios, viva sobre novas descobertas.
Subjetivamente vivia, deixando a vida levá-la.
Ele objetivamente levava a vida.
Diferentemente viviam BEM, em sua individualidade.
Até o dia que se descobriram, conheceram o desejo pelo oposto.
e Então os opostos se atraem? E as afinidades? Pq as procuramos tanto?
O diferente estimula os sensores da curiosidade. E aflora o desejo.
Ah o amor? Esse a gente deixa pra depois.
Ou não?
Aiiii! tá bom de tantas perguntas, né?
Maria Fifi
Não é mais fácil se contrapor?
Afinal os opostos se atraem?
E a busca por afinidades?O que a alimenta?
Será mesmo que meta-física explica o afetivo-emocional?
O sentir pode ser comparado a uma equação quântica?
. ? -? -? .
Interrogações sempre bailam sobre pensamentos, numa “dança” que se torna cansativa, caso não encontrem respostas.
MAS O QUE DIZER DESTA RELAÇÃO (ELA E ELE):
Ela ousada, cruzava as coxas.
Brincava com o tímido e corretinho moço que a observava.
Ele suspendia um olhar rebuscado a sua atrevida moça.
Tímido, mas interessado, não conseguia disfarçar.
Tentava manter sua postura recriminadora, mas seus impulsos o traíam.
Ele respirava regras. Continha-se com seu moralismo fatal.
Ela brindava copos, varava madrugadas ao som de enfeitiçastes melodias.
Acumulava estórias e juntava “amigos”.
Espontânea, não se intimidava ao demonstrar a alegria do seu “eu” mais porra-louca.
Ele vivia sobre a linha do seu inquestionável limite responsável.
Conceituava-se um homem quase sem defeitos. Não admitia falhas.
Ela gritava aos quatros cantos suas próprias imperfeições.
Achava que todos seus erros eram necessários.
Buscava acertos, mas obtinha apenas experiências.
Ele muitas vezes só, era frio, se tornava cinza a “olho nu”.
Tinha como companhia uma caneca de café e 2 ou 3 livros de cabeceira.
Contentava-se com a sua vida “perfeita”.
Ela insaciável buscava novos desafios, viva sobre novas descobertas.
Subjetivamente vivia, deixando a vida levá-la.
Ele objetivamente levava a vida.
Diferentemente viviam BEM, em sua individualidade.
Até o dia que se descobriram, conheceram o desejo pelo oposto.
e Então os opostos se atraem? E as afinidades? Pq as procuramos tanto?
O diferente estimula os sensores da curiosidade. E aflora o desejo.
Ah o amor? Esse a gente deixa pra depois.
Ou não?
Aiiii! tá bom de tantas perguntas, né?
Maria Fifi
sábado, 28 de junho de 2008
Bons ouvidos a velhas experiências de um antigo cotidiano.
Seu Lui: Siô, quanto tempo.
Zé: 13 anos, bom tempo.
Seu Lui: Vim tirar um dedo de prosa contigo,
Zé: Como vai tua vida?
Seu Lui: Só ficando velho, esperando a morte chegar, e tu?
Zé: Eu ainda to vivendo, ficando velho mas passando experiência, ouvindo rádio(já que não enxergo mais), escutando estória, contando as minhas, comendo, dormindo, vivendo.
Seu Lui: É Siô não fomos mais jovem, esses aí não tem medo de morrer quando a gente é jovem a gente faz tudo pois tem vigor e não tem medo de nada.Hoje fomos velhu e não podemu nem mais pular o muro para ver por exemplo: um antigo amor,
Zé : Mas seu moço, antigo amor isso rende historia, pulaste muito muro?Fala com uma saudade.
Seu Lui: Pulei tanto muro que me rendeu 12 filhos.
Zé: Oh, moço fale correto, Siô .
Seu Lui: Pois foi.Eu fiz dozes amigos, doze filhu meu, 6 homi e 6 mulhê.
Zé: Tu era realmente bom , hein! Por isso que fala que não tem mais juventude, diz que não tem
mais coragem de arriscar, tem medo de morrer, mas já sei de onde brota esse teu medo . . .
(risos)
Zé: É de ou morrer por mulher ou morrer “com” mulher,
Seu Lui: Siô mas tenho que dizer nunca fui de me envolver com “mulher particular”, sempre fui namorador mais um namorador serio, falo em pular o muro com mulher seria. Sr. Entende?
Zé : “Mulher particular” era mulher seria, seu Lui.Na minha época de jovem , “as particulares” eram caras e respeitadas,
Seu Lui: Mas eu não gostava não Siô, eram muito granfinas pra mim, hoje meus 12 filhos nenhum é tido como: FILHO DA P***, quer dizer filho de granfina se é que me entende.
Zé : É seu Lui meu velho, os meus também não e olha que só tive 3!Sendo que me divertia ao ouvir as músicas boas que tocavam nas casas das “moças particulares”.Era realmente coisa de granfino,
Zé: Vale também dizer que eu nunca bebi, nunca fumei, mas sabia ouvir uma boa música e sabia dançar, rodopiava ao um bom som, assim eu conseguia uma “boa moça”, nem precisava ser granfino, só tinha um fino trato .
Seu Lui :É né, mas como diz o povo: “Comendo pouco mas comendo sempre, quem não tem não tem raiva”.
Zé: E continua a vontade, que mesmo com aquele espírito de jovem era acobertado pelo “costume e boas maneiras” , hoje pelo menos posso te dizer seu Lui que além de historias pra contar, ainda sou um bom pé de valsa. Se é que o Sr. me entende?
Zé: 13 anos, bom tempo.
Seu Lui: Vim tirar um dedo de prosa contigo,
Zé: Como vai tua vida?
Seu Lui: Só ficando velho, esperando a morte chegar, e tu?
Zé: Eu ainda to vivendo, ficando velho mas passando experiência, ouvindo rádio(já que não enxergo mais), escutando estória, contando as minhas, comendo, dormindo, vivendo.
Seu Lui: É Siô não fomos mais jovem, esses aí não tem medo de morrer quando a gente é jovem a gente faz tudo pois tem vigor e não tem medo de nada.Hoje fomos velhu e não podemu nem mais pular o muro para ver por exemplo: um antigo amor,
Zé : Mas seu moço, antigo amor isso rende historia, pulaste muito muro?Fala com uma saudade.
Seu Lui: Pulei tanto muro que me rendeu 12 filhos.
Zé: Oh, moço fale correto, Siô .
Seu Lui: Pois foi.Eu fiz dozes amigos, doze filhu meu, 6 homi e 6 mulhê.
Zé: Tu era realmente bom , hein! Por isso que fala que não tem mais juventude, diz que não tem
mais coragem de arriscar, tem medo de morrer, mas já sei de onde brota esse teu medo . . .
(risos)
Zé: É de ou morrer por mulher ou morrer “com” mulher,
Seu Lui: Siô mas tenho que dizer nunca fui de me envolver com “mulher particular”, sempre fui namorador mais um namorador serio, falo em pular o muro com mulher seria. Sr. Entende?
Zé : “Mulher particular” era mulher seria, seu Lui.Na minha época de jovem , “as particulares” eram caras e respeitadas,
Seu Lui: Mas eu não gostava não Siô, eram muito granfinas pra mim, hoje meus 12 filhos nenhum é tido como: FILHO DA P***, quer dizer filho de granfina se é que me entende.
Zé : É seu Lui meu velho, os meus também não e olha que só tive 3!Sendo que me divertia ao ouvir as músicas boas que tocavam nas casas das “moças particulares”.Era realmente coisa de granfino,
Zé: Vale também dizer que eu nunca bebi, nunca fumei, mas sabia ouvir uma boa música e sabia dançar, rodopiava ao um bom som, assim eu conseguia uma “boa moça”, nem precisava ser granfino, só tinha um fino trato .
Seu Lui :É né, mas como diz o povo: “Comendo pouco mas comendo sempre, quem não tem não tem raiva”.
Zé: E continua a vontade, que mesmo com aquele espírito de jovem era acobertado pelo “costume e boas maneiras” , hoje pelo menos posso te dizer seu Lui que além de historias pra contar, ainda sou um bom pé de valsa. Se é que o Sr. me entende?
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Guarnicê,
Algumas bandeirinhas e o “leve” som de uma matraca ao fundo,
O rodopio das saias, o som dos tambores, o chocalho dos maracás ,
Aquele brilho todo visto de longe, dando um viro pela vista da cidade iluminada,
A música vindo baixinho para convidar a sua bela curiosidade a dá uma olhadinha pela janela do prédio ríspido da faculdade,
Do mesmo que até então sua mente, estava concentrada apenas com a PROVA,
Encantava-se logo com a susposta batida da zabumba,
Depois não custava nada, ver se realmente havia começado o período de “Guarnicê”,
O São João do Maranhão,
A cidade agora respira cultura, e cheira a fumaça trazida pelas fogueiras,
O rodopio das saias, o som dos tambores, o chocalho dos maracás ,
Aquele brilho todo visto de longe, dando um viro pela vista da cidade iluminada,
A música vindo baixinho para convidar a sua bela curiosidade a dá uma olhadinha pela janela do prédio ríspido da faculdade,
Do mesmo que até então sua mente, estava concentrada apenas com a PROVA,
Encantava-se logo com a susposta batida da zabumba,
Depois não custava nada, ver se realmente havia começado o período de “Guarnicê”,
O São João do Maranhão,
A cidade agora respira cultura, e cheira a fumaça trazida pelas fogueiras,
Os foguetes anunciando a chegada do dia de "mais um santo",
As luzes que refletem as cores das bandeirinhas, e o brilho dos canutilhos dos bois,
Dando até pra arriscar a "batida de canela", e o aperto de cintura com o(não típico maranhense), mas gostoso forro pé -de- serra.
Acho que dá agora para “descansar”, ao som das matracas.
As luzes que refletem as cores das bandeirinhas, e o brilho dos canutilhos dos bois,
Dando até pra arriscar a "batida de canela", e o aperto de cintura com o(não típico maranhense), mas gostoso forro pé -de- serra.
Acho que dá agora para “descansar”, ao som das matracas.
"O lua linda pratiada que vem surgindo mais feliz, eu quero ver a estrela dalva outra vez em São Luis".
terça-feira, 10 de junho de 2008
Maria Firmina dos Reis ou Costa dos Reis?
Maria Firmina dos Reis,
Primeira poetisa maranhense. Nascida em 11/10/1825, na cidade de São Luis do Marnhão no bairro de São Pantaleão, morreu aos 92 anos em 1917 em Guimarães-Ma, onde residiu.
Em 1859 publicou ÚRSULA, primeiro romance brasileiro/anti-escravagista e primeiro escrito por uma mulher no Brasil, e, em 1871,CANTOS A BEIRA MAR.
Maria Firmina era filha bastarda, pois era FILHA DE MÃE PORTUGUESA(Leonor Felipa dos Reis) E PAI ESCRAVO(João Pedro Esteves), era mestiça (mulata). Está foi professora, jornalista, poetisa, romancista( aprimeira do brasil) e compositora.
Suas obras foram recentemente republicadas pelos estudiosos maranhenses, Horácio de Almeida e José Nascimento Morais.
Conhecer –a- ti mesma,
És aqui um dos primeiros passos eu diria, buscar um pouco da origem do próprio nome. A forma como te chamam, como te identificas perante o mundo.
Segundo alguns estudiosos o nome dado a uma pessoa pode refletir em quem ela vai ser(MESMO EU NÃO ACREDITANDO MUITO NISSO), afinal tem gente com nome de alô e com certeza esse não vai se tornar o primeiro cumprimento de uma ligação.Mas o nome realmente poderá espelhar a personalidade, pois alguém com o nome de 'Axilas', com certeza não ia ficar muito feliz com algumas coisas que poderiam ser relacionadas a sua pessoa(“Eii chama o suvaco ai!”), logo iria se tornar uma pessoa um pouco traumatizada e não muito contente com seus pais, por tão grandioso nome.
É notário a importância de um nome a uma pessoa, mesmo que algumas vezes insistimos em dizer que nomes são apenas formas de diferenciações dos seres humanos na vida em sociedade, sendo que a função de um nome não vai restringir-se apenas nisso, afinal no país que vivemos hoje pela quantidade de habitantes (olha que estamos falando de BRASIL, vale ressaltar), temos tanta Maria e tanto João que se tornou muito mais prático elencar uma numeração a cada ser humano existente, o CPF(ah, eu sou o 0011. . . e vc?).
Enfim não podemos iludir-nos que está palavrinha na qual você respondi quando alguém lhe chama, não são fundamentais para existência de um indivíduo.Pois são sim!Tirando algumas mistificações, se paramos para analisar algumas nomes vamos encontrar algumas coincidências eu diria e, é ai que encontramos a tal mágica da construção da historia de alguém a partir do nome que lhe foi dado.
Analisemos por exemplo o meu nome: Maria Firmina Costa dos Reis, antes quando comecei a responder a tal pergunta(sozinha):Qual seu nome menina?. Eu dizia baixinho, pois não gostava do mesmo, achava que tinha nome de “velho”, isso devido minha notável ignorância, depois o tempo foi passando e surgiu uma curiosidade do porque que me chamava assim, logo achei alguns significados práticos dos nomes próprios como: MARIA; (hebraico) Senhora soberana /FIRMINA ;Feminino de Firmino. (francês) O forte, o firme.Discordando de algumas coisas e concordando com outras, seguir minha curiosidade ainda faltava algo, ir um pouco mais na origem ou melhor, saber por quais “cargas d`água” meus pais me colocaram esse bendito nome.
Com minha pergunta veio uma resposta: “Uma coincidência histórica”(um pouco demais, sendo que aceitável com o tempo), ai que fui “apresentada” a :Maria Firmina dos Reis, ela filha de mãe portuguesa(branca) e pai escravo(negro), eu filha de pai descendente de português(branco)e mãe descendente de escravo(negro), coincidentemente acabei surgindo dentro da família Dos Reis.
Falo que minha curiosidade foi segurada aos poucos, com cada momento de amadurecimento fui conhecendo essa mulher que tive a honra de ter o nome da mesma, hoje não mais com vergonha e muito orgulhosa de como me chamo, quando alguém me pergunta qual o meu nome digo em alto e bom som :Maria Firmina Costa dos Reis. Muito prazer!
Agora saber se tenho alguma coisa em comum, eu realmente não creio, mas como a crença popular ainda se diz e se faz muito forte, vou me deliciando com cada descoberta e respeitando cada ponto de vista. Ah e vale ressaltar que a única semelhança até agora visível com Maria Firmina dos Reis além do nome é a pigmentação da pele, o resto sou produto de mim mesma, reflexo do meio que vivo.
Maria Fifi.(é mais simples).
"Os nomes são comuns e próprios como eu aprendi na escola.Os nomes comuns são aqueles muito comuns como João e Maria e os nomes próprios eu acho que é assim como abóbora que você come tem gosto de abóbora a forma dela é de abóbora e até a cor é cor de abóbora, ao contrário da manga que começa verde como limão e depois fica cor de "laranja".(composição infantil.)
_____________________________________*
Hino à liberdade dos Escravos.
de Maria Firmina Dos Reis
Salve pátria do progresso!
Salve!Salve Deus a igualdade!
Salve!Salve o sol que raiou hoje,
Difundindo a liberdade!
Que brou-se enfim a cadeia
Da nefanda escravidão!
Aqueles que antes oprimias,
Hoje terás como irmão!
Primeira poetisa maranhense. Nascida em 11/10/1825, na cidade de São Luis do Marnhão no bairro de São Pantaleão, morreu aos 92 anos em 1917 em Guimarães-Ma, onde residiu.
Em 1859 publicou ÚRSULA, primeiro romance brasileiro/anti-escravagista e primeiro escrito por uma mulher no Brasil, e, em 1871,CANTOS A BEIRA MAR.
Maria Firmina era filha bastarda, pois era FILHA DE MÃE PORTUGUESA(Leonor Felipa dos Reis) E PAI ESCRAVO(João Pedro Esteves), era mestiça (mulata). Está foi professora, jornalista, poetisa, romancista( aprimeira do brasil) e compositora.
Suas obras foram recentemente republicadas pelos estudiosos maranhenses, Horácio de Almeida e José Nascimento Morais.
Conhecer –a- ti mesma,
És aqui um dos primeiros passos eu diria, buscar um pouco da origem do próprio nome. A forma como te chamam, como te identificas perante o mundo.
Segundo alguns estudiosos o nome dado a uma pessoa pode refletir em quem ela vai ser(MESMO EU NÃO ACREDITANDO MUITO NISSO), afinal tem gente com nome de alô e com certeza esse não vai se tornar o primeiro cumprimento de uma ligação.Mas o nome realmente poderá espelhar a personalidade, pois alguém com o nome de 'Axilas', com certeza não ia ficar muito feliz com algumas coisas que poderiam ser relacionadas a sua pessoa(“Eii chama o suvaco ai!”), logo iria se tornar uma pessoa um pouco traumatizada e não muito contente com seus pais, por tão grandioso nome.
É notário a importância de um nome a uma pessoa, mesmo que algumas vezes insistimos em dizer que nomes são apenas formas de diferenciações dos seres humanos na vida em sociedade, sendo que a função de um nome não vai restringir-se apenas nisso, afinal no país que vivemos hoje pela quantidade de habitantes (olha que estamos falando de BRASIL, vale ressaltar), temos tanta Maria e tanto João que se tornou muito mais prático elencar uma numeração a cada ser humano existente, o CPF(ah, eu sou o 0011. . . e vc?).
Enfim não podemos iludir-nos que está palavrinha na qual você respondi quando alguém lhe chama, não são fundamentais para existência de um indivíduo.Pois são sim!Tirando algumas mistificações, se paramos para analisar algumas nomes vamos encontrar algumas coincidências eu diria e, é ai que encontramos a tal mágica da construção da historia de alguém a partir do nome que lhe foi dado.
Analisemos por exemplo o meu nome: Maria Firmina Costa dos Reis, antes quando comecei a responder a tal pergunta(sozinha):Qual seu nome menina?. Eu dizia baixinho, pois não gostava do mesmo, achava que tinha nome de “velho”, isso devido minha notável ignorância, depois o tempo foi passando e surgiu uma curiosidade do porque que me chamava assim, logo achei alguns significados práticos dos nomes próprios como: MARIA; (hebraico) Senhora soberana /FIRMINA ;Feminino de Firmino. (francês) O forte, o firme.Discordando de algumas coisas e concordando com outras, seguir minha curiosidade ainda faltava algo, ir um pouco mais na origem ou melhor, saber por quais “cargas d`água” meus pais me colocaram esse bendito nome.
Com minha pergunta veio uma resposta: “Uma coincidência histórica”(um pouco demais, sendo que aceitável com o tempo), ai que fui “apresentada” a :Maria Firmina dos Reis, ela filha de mãe portuguesa(branca) e pai escravo(negro), eu filha de pai descendente de português(branco)e mãe descendente de escravo(negro), coincidentemente acabei surgindo dentro da família Dos Reis.
Falo que minha curiosidade foi segurada aos poucos, com cada momento de amadurecimento fui conhecendo essa mulher que tive a honra de ter o nome da mesma, hoje não mais com vergonha e muito orgulhosa de como me chamo, quando alguém me pergunta qual o meu nome digo em alto e bom som :Maria Firmina Costa dos Reis. Muito prazer!
Agora saber se tenho alguma coisa em comum, eu realmente não creio, mas como a crença popular ainda se diz e se faz muito forte, vou me deliciando com cada descoberta e respeitando cada ponto de vista. Ah e vale ressaltar que a única semelhança até agora visível com Maria Firmina dos Reis além do nome é a pigmentação da pele, o resto sou produto de mim mesma, reflexo do meio que vivo.
Maria Fifi.(é mais simples).
"Os nomes são comuns e próprios como eu aprendi na escola.Os nomes comuns são aqueles muito comuns como João e Maria e os nomes próprios eu acho que é assim como abóbora que você come tem gosto de abóbora a forma dela é de abóbora e até a cor é cor de abóbora, ao contrário da manga que começa verde como limão e depois fica cor de "laranja".(composição infantil.)
_____________________________________*
Hino à liberdade dos Escravos.
de Maria Firmina Dos Reis
Salve pátria do progresso!
Salve!Salve Deus a igualdade!
Salve!Salve o sol que raiou hoje,
Difundindo a liberdade!
Que brou-se enfim a cadeia
Da nefanda escravidão!
Aqueles que antes oprimias,
Hoje terás como irmão!
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Killing Me Softly.
Contando minha vida inteira com suas palavras
Matando-me lentamente com sua música.
Eu o ouvi cantar uma boa música, ouvi dizer que ele tinha um estilo.
Então eu fui vê-lo, e ouvir um pouco.
E lá está ele, este jovem garoto, um estranho para os meus olhos.
Senti-me tomada por um calor, envergonhada pela multidão;
Senti como se ele tivesse encontrado minhas cartas, e lido cada uma em voz alta.
Eu roguei para que ele acabasse, mas ele apenas continuou.
Ele cantou como se me conhecesse, e todo o meu desespero obscuro;
Ele continuou passando o olhar por mim como se eu não estivesse láEntão ele continuou cantando, cantando claro e forte.
Lauryn Hill - Killing Me Softly (tradução) [Roberta Flack].
quarta-feira, 28 de maio de 2008
O espetáculo de si mesmo.
Do espetáculo de si mesmo.
"Conhecer a si mesmo é inútil, PARECE. . .
Mas sempre diverte um pouco."(Mário Quintana).
Dispersão
Perdi-me dentro de mim.
Porque eu era labirinto.
E hoje, quando me sinto.
É com saudades de mim.
(Mário de Sá Carneiro).
Conhece-te a ti mesmo
Era a inscrição gravada na entrada do oráculo de Delfos, no templo dedicado ao deus Apolo.Uma pergunta que persegue a humanidade ao longo dos séculos, que até hoje traz interrogações.
dentro de MIM."Conhece a ti mesmo". . .BOM CONSELHO!Mas...Hoje não estou com vontade.
.De ficar fazendo TURISMO,
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Ah! Bruta flor do querer!
A dúvida, do querer e sem querer mais.
Ouvir Maricotinha (OTIMO!DVD de Bethânia.) hoje me fez ter estas recordações. Quando ela canta O QUERERES imediatamente fica na mente trechos como: o onde queres o livre, decassílabo, onde buscas o anjo, sou mulher… Ah! Bruta flor do querer!
Queremos tanto, exigimos demais, ainda vivendo a antiga busca da felicidade, do estado de espírito ou de algo que te traga a tida felicidade abstrata (aquela segundo o filosofo, dá-se por qualquer coisa externa, que vem e passa)a incansável busca do bem está intenso,frenético e duradouro, audaciosamente descrito por nós como FELICIDADE ETERNA(ilusão). O querer é fundamental no momento “FELIZ”, sendo que como costumo dizer que o principio da felicidade começa(a redundância necessária) por está ciente das coisas que a gente não quer. . . Querer não mais querer.
Precisou o tempo passar, as lágrimas lavarem a alma, insucessos ocorrerem, surgir consciência que insucessos ainda vão ocorrer e, no meu caso até mesmo aprender a lidar com a presença marcante de alguns amigos-super-egos no meu inconsciente. Libertar-me. Demorou… mas aconteceu.
Acrescentar-me, eu diria, querer um pouco mais de mim mesma, SOMAR, não só apenas acumular conhecimento, mas usufruir deles. Foi um processo e não dá para precisar a exata hora em que cada paradigma caiu, em que cada revolta nasceu, em que cada fogo apagou. E a hora em que eu me descobri.
Total certeza do quem eu sou, não tenho. Ainda sou muito jovem para completa conceituação, vou me descobrindo aos poucos, acho que querendo um pouco mais algumas coisas e um pouco menos outras.Sendo que ainda algumas vezes me encontro perdida no embate entre o-que-eu-sou, o-que-eu-penso-que-quero-ser não deixando de lado o-que-minha-mãe-quer-que-eu-seja.
Por enquanto vou sendo eu mesma, tentando aqui transformar a vida em palavras,e as vezes saboriando as lembranças de momentos unicos e nóstalgicos de uma tida FELICIDADE.Buscando até mesmo novas ilusões frenéticas para acalentar a alma de sorrisos.
“Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou. Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.” Se somos tantas Pessoa’s em nós…
Maria Fifi.
________________________________________________________________________________
Sou Eu
Álvaro de Campos
Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo, Espécie de acessório ou sobressalente próprio, Arredores irregulares da minha emoção sincera, Sou eu aqui em mim, sou eu.
[...] E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconseqüente, Como de um sonho formado sobre realidades mistas, De me ter deixado, a mim, num banco de carro elétrico, Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.
[...]
Baste, sim baste! Sou eu mesmo, o trocado, O emissário sem carta nem credenciais, O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro, A quem tinem as campainhas da cabeça Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.
Sou eu mesmo, a charada sincopada Que ninguém da roda decifra nos serões de província.
Sou eu mesmo, que remédio! …
_______________________________________________________
O QUERERES .
(Maria Bethânia)
Onde queres revólver sou coqueiro, onde queres dinheiro sou paixão
Onde queres descanso sou desejo, e onde sou só desejo queres não
E onde não queres nada, nada falta, e onde voas bem alta eu sou o chão
E onde pisas no chão minha alma salta, e ganha liberdade na amplidão
Onde queres família sou maluco, e onde queres romântico,burguês
Onde queres Leblon sou Pernambuco, e onde queres eunuco,garanhão
E onde queres o sim e o não, talvez, onde vês eu não vislumbro razão
Onde queres o lobo eu sou o irmão, e onde queres cowboy eu sou chinês
Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato eu sou o espírito
e onde queres ternura eu sou tesão
Onde queres o livre decassílabo
e onde buscas o anjo eu sou mulher
Onde queres prazer sou o que dói
e onde queres tortura,mansidão
Onde queres o lar, revolução
e onde queres bandido eu sou o herói
Eu queria querer-te e amar o amor
construírmos dulcíssima prisão
E encontrar a mais justa adequação
tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
e vê só que cilada o amor me armou
E te quero e não queres como sou
não te quero e não queres como és
Onde queres comício, flipper vídeo
e onde queres romance, rock'nroll
Onde queres a lua eu sou o sol
onde a pura natura, o inceticídeo
E onde queres mistério eu sou a luz
Onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
e onde queres coqueiro eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim
do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
e eu querendo querer-te sem ter fim
E querendo te aprender o total do querer
que há e do que não há em mim .
Ouvir Maricotinha (OTIMO!DVD de Bethânia.) hoje me fez ter estas recordações. Quando ela canta O QUERERES imediatamente fica na mente trechos como: o onde queres o livre, decassílabo, onde buscas o anjo, sou mulher… Ah! Bruta flor do querer!
Queremos tanto, exigimos demais, ainda vivendo a antiga busca da felicidade, do estado de espírito ou de algo que te traga a tida felicidade abstrata (aquela segundo o filosofo, dá-se por qualquer coisa externa, que vem e passa)a incansável busca do bem está intenso,frenético e duradouro, audaciosamente descrito por nós como FELICIDADE ETERNA(ilusão). O querer é fundamental no momento “FELIZ”, sendo que como costumo dizer que o principio da felicidade começa(a redundância necessária) por está ciente das coisas que a gente não quer. . . Querer não mais querer.
Precisou o tempo passar, as lágrimas lavarem a alma, insucessos ocorrerem, surgir consciência que insucessos ainda vão ocorrer e, no meu caso até mesmo aprender a lidar com a presença marcante de alguns amigos-super-egos no meu inconsciente. Libertar-me. Demorou… mas aconteceu.
Acrescentar-me, eu diria, querer um pouco mais de mim mesma, SOMAR, não só apenas acumular conhecimento, mas usufruir deles. Foi um processo e não dá para precisar a exata hora em que cada paradigma caiu, em que cada revolta nasceu, em que cada fogo apagou. E a hora em que eu me descobri.
Total certeza do quem eu sou, não tenho. Ainda sou muito jovem para completa conceituação, vou me descobrindo aos poucos, acho que querendo um pouco mais algumas coisas e um pouco menos outras.Sendo que ainda algumas vezes me encontro perdida no embate entre o-que-eu-sou, o-que-eu-penso-que-quero-ser não deixando de lado o-que-minha-mãe-quer-que-eu-seja.
Por enquanto vou sendo eu mesma, tentando aqui transformar a vida em palavras,e as vezes saboriando as lembranças de momentos unicos e nóstalgicos de uma tida FELICIDADE.Buscando até mesmo novas ilusões frenéticas para acalentar a alma de sorrisos.
“Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou. Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.” Se somos tantas Pessoa’s em nós…
Maria Fifi.
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Sou Eu
Álvaro de Campos
Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo, Espécie de acessório ou sobressalente próprio, Arredores irregulares da minha emoção sincera, Sou eu aqui em mim, sou eu.
[...] E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconseqüente, Como de um sonho formado sobre realidades mistas, De me ter deixado, a mim, num banco de carro elétrico, Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.
[...]
Baste, sim baste! Sou eu mesmo, o trocado, O emissário sem carta nem credenciais, O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro, A quem tinem as campainhas da cabeça Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.
Sou eu mesmo, a charada sincopada Que ninguém da roda decifra nos serões de província.
Sou eu mesmo, que remédio! …
_______________________________________________________
O QUERERES .
(Maria Bethânia)
Onde queres revólver sou coqueiro, onde queres dinheiro sou paixão
Onde queres descanso sou desejo, e onde sou só desejo queres não
E onde não queres nada, nada falta, e onde voas bem alta eu sou o chão
E onde pisas no chão minha alma salta, e ganha liberdade na amplidão
Onde queres família sou maluco, e onde queres romântico,burguês
Onde queres Leblon sou Pernambuco, e onde queres eunuco,garanhão
E onde queres o sim e o não, talvez, onde vês eu não vislumbro razão
Onde queres o lobo eu sou o irmão, e onde queres cowboy eu sou chinês
Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato eu sou o espírito
e onde queres ternura eu sou tesão
Onde queres o livre decassílabo
e onde buscas o anjo eu sou mulher
Onde queres prazer sou o que dói
e onde queres tortura,mansidão
Onde queres o lar, revolução
e onde queres bandido eu sou o herói
Eu queria querer-te e amar o amor
construírmos dulcíssima prisão
E encontrar a mais justa adequação
tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
e vê só que cilada o amor me armou
E te quero e não queres como sou
não te quero e não queres como és
Onde queres comício, flipper vídeo
e onde queres romance, rock'nroll
Onde queres a lua eu sou o sol
onde a pura natura, o inceticídeo
E onde queres mistério eu sou a luz
Onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
e onde queres coqueiro eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim
do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
e eu querendo querer-te sem ter fim
E querendo te aprender o total do querer
que há e do que não há em mim .
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Ainda podemos sonhar.
A pureza do sentimento . . . Ainda encanta.
"...Mas eu era jovem demais para saber amar "
Pude bem cedo conhecer melhor aquela flor. Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas, e que não ocupavam lugar nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e já à tarde se extinguiam. Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde...
O principezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que sairia dali uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de preparar-se, de preparar sua beleza, no seu verde quarto. Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma sua pétalas. Não queria sair, como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor da sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! Sim. Era vaidosa.
Sua misteriosa toalete, portanto, durara dias e dias. E eis que uma bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia-se, afinal, mostrado.
E ela, que se preparava com tanto esmero, disse, bocejando:
- Ah! Eu acabo de despertar... Desculpa... Estou ainda toda despenteada...
O principezinho, então, não pôde conter o seu espanto:
- Como és bonita!
- Não é? Respondeu a flor docemente. Nasci ao mesmo tempo que o sol...
O principezinho percebeu logo que a flor não era modesta. Mas era tão comovente!
- Creio que é hora do almoço, acrescentou ela. Tu poderias cuidar de mim...
E o principezinho, embaraçado, fora buscar um regador com água fresca, e servira à flor.
Assim, ela o afligira logo com sua mórbida vaidade. Um dia por exemplo, falando dos seus quatro espinhos, dissera ao pequeno príncipe:
- É que eles podem vir, os tigres, com suas garras!
- Não há tigres no meu planeta, objetara o principezinho. E depois, os tigres não comem erva.
- Não sou uma erva, respondera a flor suavemente.
- Perdoa-me...
- Não tenho receio dos tigres, mas tenho horror das correntes de ar. Não terias acaso um pára-vento?
"Horror das correntes de ar... Não é muito bom para uma planta, notara o principezinho. É bem complicada essa flor..."
- À noite me colocarás sob a redoma. Faz muito frio no teu planeta. Está mal instalado. De onde eu venho...
Mas interrompeu-se de súbito. Viera em forma de semente. Não pudera conhecer nada dos outros mundos. Humilhada por se ter deixado apanhar numa mentira tão tola, tossiu duas ou três vezes, para pôr a culpa no príncipe:
- E o pára-vento?
- Ia buscá-lo. Mas tu me falavas...
Então ela redobrara a tosse para infligir-lhe remorso.
Assim o principezinho, apesar da boa vontade do seu amor, logo duvidara dela. Tomara a sério palavras sem importância, e se tornara infeliz.
"Não a devia ter escutado - confessou-me um dia - não se deve nunca escutar as flores. Basta olhá-las, aspirar o perfume. A minha embalsamava o planeta, mas eu não me contentava com isso. A tal história das garras, que tanto me agastara, me devia ter enternecido..."
Confessou-me ainda:
"Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Devia ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar."
[...]
Na manhã da partida, pôs o planeta em ordem. Revolveu cuidadosamente seus dois vulcões em atividade. Pois possuí um vulcão como extinto.Mas, como ele dizia: "Quem é que pode garantir?", revolveu também o extinto. Se eles são bem revolvidos, os vulcões queimam lentamente, regularmente, sem erupções. As erupções vulcânicas são como fagulhas de lareira. Na terra, nós somos muito pequenos para revolver os vulcões. Por isso é que nos causam tanto dano.
O principezinho arrancou também, não sem um pouco de melancolia, os últimos rebentos de baobá. Ele julgava nunca mais voltar. Mas todos esses trabalhos familiares lhe pareceram, aquela manhã, extremamente doces. E, quando regou pela última vez a flor, e se dispunha a colocá-la sob a redoma, percebeu que estava com vontade de chorar.
- Adeus, disse ele à flor.
Mas a flor não respondeu.
- Adeus, repetiu ele.
A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.
- Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão. Trata de ser feliz.
A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura.
- É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.
- Mas o vento...
- Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.
- Mas os bichos...
- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras.
E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou:
- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa...
"...Mas eu era jovem demais para saber amar "
Pude bem cedo conhecer melhor aquela flor. Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas, e que não ocupavam lugar nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e já à tarde se extinguiam. Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde...
O principezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que sairia dali uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de preparar-se, de preparar sua beleza, no seu verde quarto. Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma sua pétalas. Não queria sair, como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor da sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! Sim. Era vaidosa.
Sua misteriosa toalete, portanto, durara dias e dias. E eis que uma bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia-se, afinal, mostrado.
E ela, que se preparava com tanto esmero, disse, bocejando:
- Ah! Eu acabo de despertar... Desculpa... Estou ainda toda despenteada...
O principezinho, então, não pôde conter o seu espanto:
- Como és bonita!
- Não é? Respondeu a flor docemente. Nasci ao mesmo tempo que o sol...
O principezinho percebeu logo que a flor não era modesta. Mas era tão comovente!
- Creio que é hora do almoço, acrescentou ela. Tu poderias cuidar de mim...
E o principezinho, embaraçado, fora buscar um regador com água fresca, e servira à flor.
Assim, ela o afligira logo com sua mórbida vaidade. Um dia por exemplo, falando dos seus quatro espinhos, dissera ao pequeno príncipe:
- É que eles podem vir, os tigres, com suas garras!
- Não há tigres no meu planeta, objetara o principezinho. E depois, os tigres não comem erva.
- Não sou uma erva, respondera a flor suavemente.
- Perdoa-me...
- Não tenho receio dos tigres, mas tenho horror das correntes de ar. Não terias acaso um pára-vento?
"Horror das correntes de ar... Não é muito bom para uma planta, notara o principezinho. É bem complicada essa flor..."
- À noite me colocarás sob a redoma. Faz muito frio no teu planeta. Está mal instalado. De onde eu venho...
Mas interrompeu-se de súbito. Viera em forma de semente. Não pudera conhecer nada dos outros mundos. Humilhada por se ter deixado apanhar numa mentira tão tola, tossiu duas ou três vezes, para pôr a culpa no príncipe:
- E o pára-vento?
- Ia buscá-lo. Mas tu me falavas...
Então ela redobrara a tosse para infligir-lhe remorso.
Assim o principezinho, apesar da boa vontade do seu amor, logo duvidara dela. Tomara a sério palavras sem importância, e se tornara infeliz.
"Não a devia ter escutado - confessou-me um dia - não se deve nunca escutar as flores. Basta olhá-las, aspirar o perfume. A minha embalsamava o planeta, mas eu não me contentava com isso. A tal história das garras, que tanto me agastara, me devia ter enternecido..."
Confessou-me ainda:
"Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Devia ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar."
[...]
O Adeus.
Na manhã da partida, pôs o planeta em ordem. Revolveu cuidadosamente seus dois vulcões em atividade. Pois possuí um vulcão como extinto.Mas, como ele dizia: "Quem é que pode garantir?", revolveu também o extinto. Se eles são bem revolvidos, os vulcões queimam lentamente, regularmente, sem erupções. As erupções vulcânicas são como fagulhas de lareira. Na terra, nós somos muito pequenos para revolver os vulcões. Por isso é que nos causam tanto dano.
O principezinho arrancou também, não sem um pouco de melancolia, os últimos rebentos de baobá. Ele julgava nunca mais voltar. Mas todos esses trabalhos familiares lhe pareceram, aquela manhã, extremamente doces. E, quando regou pela última vez a flor, e se dispunha a colocá-la sob a redoma, percebeu que estava com vontade de chorar.
- Adeus, disse ele à flor.
Mas a flor não respondeu.
- Adeus, repetiu ele.
A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.
- Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão. Trata de ser feliz.
A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura.
- É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.
- Mas o vento...
- Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.
- Mas os bichos...
- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras.
E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou:
- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa...
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Descifrando...
"minha flor está lá, nalgum lugar..."
:::Continuação___
A descoberta!
(...)Via-me, martelo em punho, dedos sujos de graxa, curvado sobre um feio objeto.
- Tu falas como as pessoas grandes!
Senti um pouco de vergonha. Mas ele acrescentou, implacável:
- Tu confundes todas as coisas... Misturas tudo!
Estava realmente muito irritado. Sacudia ao vento cabelos de ouro:
- Eu conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: "Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!" e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!
- Um o quê?
- Um cogumelo!
O principezinho estava agora pálido de cólera.
- Há milhões e milhões de anos que as flores fabricam espinhos. Há milhões e milhões de anos que os carneiros as comem, apesar de tudo. E não será sério procurar compreender por que perdem tanto tempo fabricando espinhos inúteis? Não terá importância a guerra dos carneiros e das flores? Não será mais importante que as contas do tal sujeito? E se eu, por minha vez, conheço uma flor única no mundo, que só existe no meu planeta, e que um belo dia um carneirinho pode liquidar num só golpe, sem avaliar o que faz, - isto não tem importância?!
Corou um pouco, e continuou em seguida:
- Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem! E isto não tem importância!
Não pôde dizer mais nada. Pôs-se bruscamente a soluçar. A noite caíra. Larguei as ferramentas. Ria-me do martelo, do parafuso, da sede e da morte. Havia numa estrela, num planeta, o meu, a Terra, um principezinho a consolar! Tomei-o nos braços.
Embalei-o.
E lhe dizia: "A flor que tu amas não está em perigo... Vou desenhar uma pequena mordaça para o carneiro... Uma armadura para a flor... Eu...". Eu não sabia o que dizer. Sentia-me desajeitado. Não sabia como atingi-lo, onde encontrá-lo...
É tão misterioso, o país das lágrimas!
:::Continuação___
A descoberta!
(...)Via-me, martelo em punho, dedos sujos de graxa, curvado sobre um feio objeto.
- Tu falas como as pessoas grandes!
Senti um pouco de vergonha. Mas ele acrescentou, implacável:
- Tu confundes todas as coisas... Misturas tudo!
Estava realmente muito irritado. Sacudia ao vento cabelos de ouro:
- Eu conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: "Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!" e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!
- Um o quê?
- Um cogumelo!
O principezinho estava agora pálido de cólera.
- Há milhões e milhões de anos que as flores fabricam espinhos. Há milhões e milhões de anos que os carneiros as comem, apesar de tudo. E não será sério procurar compreender por que perdem tanto tempo fabricando espinhos inúteis? Não terá importância a guerra dos carneiros e das flores? Não será mais importante que as contas do tal sujeito? E se eu, por minha vez, conheço uma flor única no mundo, que só existe no meu planeta, e que um belo dia um carneirinho pode liquidar num só golpe, sem avaliar o que faz, - isto não tem importância?!
Corou um pouco, e continuou em seguida:
- Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem! E isto não tem importância!
Não pôde dizer mais nada. Pôs-se bruscamente a soluçar. A noite caíra. Larguei as ferramentas. Ria-me do martelo, do parafuso, da sede e da morte. Havia numa estrela, num planeta, o meu, a Terra, um principezinho a consolar! Tomei-o nos braços.
Embalei-o.
E lhe dizia: "A flor que tu amas não está em perigo... Vou desenhar uma pequena mordaça para o carneiro... Uma armadura para a flor... Eu...". Eu não sabia o que dizer. Sentia-me desajeitado. Não sabia como atingi-lo, onde encontrá-lo...
É tão misterioso, o país das lágrimas!
sábado, 19 de abril de 2008
Ainda é possivel decifrar esse Principezinho.
De começo...
Uma releitura eu diria!
[...]
É preciso não lhes querer mal por isso. As crianças devem ser muito indulgentes com as pessoas grandes.Mas nós, nós que compreendemos a vida, nós não ligamos aos números! Gostaria de ter começado esta história à moda dos contos de fada. Teria gostado de dizer:
“Era uma vez um pequeno príncipe que habitava um planeta pouco maior que ele, e que tinha necessidade de um amigo…” Para aqueles que compreendem a vida, isto pareceria sem dúvida muito mais verdadeiro.
Porque eu não gosto que leiam meu livro levianamente. Dá-me tristeza narrar essas lembranças! Faz já seis anos que meu amigo se foi com seu carneiro. Se tento descrevê-lo aqui, é justamente porque não o quero esquecer. É triste esquecer um amigo. Nem todo o mundo tem amigo. E eu corro o risco de ficar como as pessoas grandes, que só se interessam por números. Foi por causa disso que comprei uma caixa de tintas e alguns lápis também. É duro pôr-se a desenhar na minha idade, quando nunca se fez outra tentativa além das jibóias fechadas e abertas dos longínquos seis anos! Experimentarei, é claro, fazer os retratos mais parecidos que puder. Mas não tenho muita esperança de conseguir. Um desenho parece passável; outro, já é inteiramente diverso. Engano-me também no tamanho. Ora o principezinho está muito grande, ora pequeno demais. Hesito também quanto à cor do seu traje. Vou arriscando então, aqui e ali. Enganar-me-ei provavelmente em detalhes dos mais importantes. Mas é preciso desculpar. Meu amigo nunca dava explicações. Julgava-me talvez semelhante a ele. Mas, infelizmente, não sei ver carneiro através de caixa. Sou um pouco como as pessoas grandes. Acho que envelheci.
:::Continua_________
"Foi por causa disso que comprei uma caixa de tintas e alguns lápis também".
Para tentar descrever a vida em palavras, não como "contos de fada" em que tudo são sonhos e maravilhas, a vida desenhada sobre o meu ponto de vista e algumas frases,músicas e palavras que paramos para pensar e refletir.
Boa leitura.
Maria Fifi.
Uma releitura eu diria!
[...]
É preciso não lhes querer mal por isso. As crianças devem ser muito indulgentes com as pessoas grandes.Mas nós, nós que compreendemos a vida, nós não ligamos aos números! Gostaria de ter começado esta história à moda dos contos de fada. Teria gostado de dizer:
“Era uma vez um pequeno príncipe que habitava um planeta pouco maior que ele, e que tinha necessidade de um amigo…” Para aqueles que compreendem a vida, isto pareceria sem dúvida muito mais verdadeiro.
Porque eu não gosto que leiam meu livro levianamente. Dá-me tristeza narrar essas lembranças! Faz já seis anos que meu amigo se foi com seu carneiro. Se tento descrevê-lo aqui, é justamente porque não o quero esquecer. É triste esquecer um amigo. Nem todo o mundo tem amigo. E eu corro o risco de ficar como as pessoas grandes, que só se interessam por números. Foi por causa disso que comprei uma caixa de tintas e alguns lápis também. É duro pôr-se a desenhar na minha idade, quando nunca se fez outra tentativa além das jibóias fechadas e abertas dos longínquos seis anos! Experimentarei, é claro, fazer os retratos mais parecidos que puder. Mas não tenho muita esperança de conseguir. Um desenho parece passável; outro, já é inteiramente diverso. Engano-me também no tamanho. Ora o principezinho está muito grande, ora pequeno demais. Hesito também quanto à cor do seu traje. Vou arriscando então, aqui e ali. Enganar-me-ei provavelmente em detalhes dos mais importantes. Mas é preciso desculpar. Meu amigo nunca dava explicações. Julgava-me talvez semelhante a ele. Mas, infelizmente, não sei ver carneiro através de caixa. Sou um pouco como as pessoas grandes. Acho que envelheci.
:::Continua_________
"Foi por causa disso que comprei uma caixa de tintas e alguns lápis também".
Para tentar descrever a vida em palavras, não como "contos de fada" em que tudo são sonhos e maravilhas, a vida desenhada sobre o meu ponto de vista e algumas frases,músicas e palavras que paramos para pensar e refletir.
Boa leitura.
Maria Fifi.
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