quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A MaDruGadA.

Silenciosa desbrava noites afins,

Algumas vezes embaladas por sonhos,
Outras celebradas com um vulgar brindar de copos, seguidos de algumas rimas.

Traz consigo a inspiração,

O “quero mais” dos degustardores da vida.

A extensão de paixões frenéticas e avassaladoras.

Tu MaDruGadA,


Linda

E

Plena



Misteriosa, sutil e Amiga,
Tida como, a dança antes do brilhar da aurora,
Momento de paz ou exaustão,

Traz em teus ventres a continuidade da noite e a luz do amanhecer,

Deleite dos teus contínuos observadores,

A desculpa usada por esses teus jovens e eternos admiradores, para se embriagarem, com teus provocantes ventos de NOVO DIA.

Devo-lhe dizer que sou réu confesso e admito que “uso” tuas estrelas para contemplar o raiar do sol.


Maria Fifi.

sábado, 13 de setembro de 2008

A SUTILEZA de saber observar.

Foi dando a “cara a tapas”. Que hoje me tornei um fiel amigo dos meus olhos.

Não apenas deste meu olhar frio, cru, visto por esses olhos nus.

Mas construí um forte laço de amizade com os olhos que espelham a minha alma.

Estes que reflectem imagens que me fazem observar, esperar, conhecer, pensar e agir.

Foi com a fidelidade deste olhar que aprendi a controlar impulsos e a transbordar emoções. Ir de uma extremidade a outra, sem jogar fora minha essência.

Observando conheci o novo e vive o passado. Através dos meus olhos que me mantenho às vezes inerte ou deixo um ar de querer-te.

No simples caminho das minhas pálpebras que pude cruzar-me com o brilho ousado dos teus olhos.

Sei que com sorrisos posso distrair pessoas, transparecer alegrias e até mesmo dar um frio ar impessoal e ilusório.

Só que ainda continuo dependente destes tais olhos para conseguir demonstrar as mais belas frases do meu ser. Uma pena que poucos têm capacidade de interpretá-las.



Palavras muitas vezes mostram-se pesadas (fortes ou melancólicas). Por isso digo-te é bem mais SUTIL saber me olhar.

Maria Fifi.