"Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta”.
Após ler essa frase, pensei como deveria iniciar a nova “pagina da minha vida”, ou melhor, pensei como iniciaria meu dia, o que iria colocar nele, porém a duvida não demorou muito, pois após uma coincidência infeliz do destino, iria começar dizendo ADEUS!É isso, isso mesmo, o inicio seria o fim.
Este ADEUS foi escrito duas vezes em negrito e caixa alta, este foi lido em alto e bom som, tinha eco de saudade e de amor. Eu ali me despedia de um pai e de uma avó, como outros se despediam de uma mãe e um irmão, ou mesmo outros se despediam de um avô e uma bisavó. Três gerações lamentando percas imensuráveis unidos formando sinônimo significativo de família, a família “DOS REIS”.
Eu como nunca me descrevia na primeira pessoa em meus textos, neste capitulo da vida passei a ser personagem real da historia, e rabisca no meu livro o egoísmo dos meus sentimentos, pois escrever o capitulo: “a despedida” ainda não estava no meu roteiro, nem mesmo os meus lábios conseguiam dizer ADEUS!
Atordoada no meio de vários abraços de consolo, de choro, de beijos e apertos de mãos, apenas tentava interpretar o que sentia, todos em volta e eu me fechava, me sentia a pior das egoístas(estava sozinha com meus sentimentos), pois aquela dor não calava, o coração apertava e a minha voz silenciava. Mas era sim, a despedida!
A rezar, me recolhi, com o coração cheio de saudade, com a mente nostálgica, as lembranças me acalentaram!Talvez a menina que ainda vivia em mim pedia colo, logo veio a mente a primeira boneca, o primeiro urso, a primeira bicicleta, o primeiro mergulho na praia, o primeiro livro, a primeira pescaria, a primeira e única palmada, a primeira decepção que ele não era o papai Noel, o primeiro medo de trovão, o primeiro sinal que não era mais menina, a valsa, a formatura, a vontade de saber o que iria ser “quando crescer”, tudo me mostrava como cada momento foi especial e que ali me despedia de parte da minha essência. SIM, eu perdia o meu pai ( e só para não sentir duas dores, perdia também minha avó!).
Sem medo de parece sentimentalismo barato, resolvi criar coragem e escrever o meu ADEUS!Pois além da menina que pedia colo, a mulher que se criou em mim gritava pedido apoio nas fases de sua vida que ainda estavam por vim.Nunca vou conseguir descrever a dor que sinto, o vazio toma conta de parte do meu tempo, agora ainda me sinto perdida, mas tendo a certeza que minha historia vai sendo dividida em etapas e cabe apenas a eu guardá-las em um lugar seguro, pois os personagens principais dela aos poucos vão saindo de cena, porém esta é a lei da vida e humildemente todos teimam em respeitá-la.
Acho que o silêncio por um tempo vai falar por mim. Pois ainda não aprendi dizer ADEUS.
“. . . apesar de tanta dor vai ser melhor assim”
in memória : José Ribamar Sousa dos Reis e Rosy Maria Sousa dos Reis.
P.S. A Vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça Dele não possa protegê-lo.(C.X)
Firmina Reis.
Um comentário:
Seu blog é incrivel *-*
estou seguindo;
dá uma passadinha no meu depois (:
beijos mil ♥
http://uzeabuze.blogspot.com
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