UM dia es que ele sentiu a tempestade chegar por perto,
Aquele ciclone que surgia dentro do seu corpo,
A agonia feliz, o deixava meio confuso,
As mãos frias e a boca seca,
Ele não sabia ao certo o que estava sentindo.
Derrepente se deparou com aquele sorriso que clarificava sua alma,
Conjeturava o significado do momento que vivia,
ÉS que ali apenas estava o rapaz que iria rever o seu grande amor,
Ou mesmo ali estava a moça que iria rever aquela paixão que lhe fez perder a voz.
Neste momento, este casal sutilmente brinda a tempestade de seus sentimentos no silenciar dos seus corpos,
Degustando o sabor magnífico de um romântico vinho.
Trocando o liquido das suas tempestades por algo quente, saboroso, misterioso e lírico.
[Em outro canto]
Estava lá aquele moço com sua caneca,
O liquido preto fumaçava,
Na aresta da mesa sobrepunha-se alguns jornais, e uns dois livros entreabertos,
A caderneta segurava os pingos que escorriam das palmas daquela mão,
Entre os dedos estava uma esferográfica preta, que lutava entre a força do seu escrever e a valsa dos seus pensamentos soltos,
És que temos um criador, recoberto pela confusão de uma nova criação,
Preste a contemplar sua nova obra, mas temporariamente perdido na tempestade da “sua caneca”.
Mas as rimas lhe faltam,
O cheiro do café lhe traz as lembranças de algumas de suas frases feitas,
E ele continua ali extasiado por sua falta de inspiração, brindando, mais uma TEMPESTADE DE SUA VIDA.
Estava lá aquele moço com sua caneca,
O liquido preto fumaçava,
Na aresta da mesa sobrepunha-se alguns jornais, e uns dois livros entreabertos,
A caderneta segurava os pingos que escorriam das palmas daquela mão,
Entre os dedos estava uma esferográfica preta, que lutava entre a força do seu escrever e a valsa dos seus pensamentos soltos,
És que temos um criador, recoberto pela confusão de uma nova criação,
Preste a contemplar sua nova obra, mas temporariamente perdido na tempestade da “sua caneca”.
Mas as rimas lhe faltam,
O cheiro do café lhe traz as lembranças de algumas de suas frases feitas,
E ele continua ali extasiado por sua falta de inspiração, brindando, mais uma TEMPESTADE DE SUA VIDA.
[Em algum lugar com musica alta, já noite]
Com o piscar apaixonante da lua,
Ela acabará de passar o risco do seu mais intenso lápis,
Agora com seus olhos tracejado, buscava seu sedutor perfil no espelho,
A moça das “pernas-de-fora”, tenta ressaltar todas as suas atrações,
O som alto, agora ela tenta ludibriar os seus ouvidos e seu superego com um copo daquela bebida transparente e destilada.
Pura, com apenas duas pedras de gelo.
Seu copo diante das luzes era seu intenso companheiro,
Nele estava retida lá no fundo a vontade de fazer o que ela quiser,
A tempestade de seus desejos.
Porém sem perceber, já encostada no balcão não conseguia dar alguns longos passos,
Sucessivamente ela ainda continuaria ali com mais algumas pedras de gelo, uns dois a três copos, a maquiagem saindo, a música cada vez mais longe,
E a TEMPESTADE DA SEDUÇÃO ia se transformando em frustrante, e o máximo que iria ter da fatídica noite era uma ressaca moral,
(Se caso lembrar de algo).
[Noutra esquina, na mesma hora daquele começo de noite]
Ouvi-se um grito de GOOOOOOOOOOOOOOL!
Os copos erguidos ao alto batiam nas mesas,
O liquido amarelo e espumante,
A testosterona reinava no ambiente,
Entre os risos e lágrimas ressaltavam-se dois brasões e um placar,
A vitória para felicidade de alguns e a derrota para tristeza de outros,
Alguns insultos um brinde,
Mesmo perdendo ou ganhando ali aqueles “corações-por-uma-bola” continuariam celebrando as tempestades da euforia da vitória ou mesmo afogando suas magoas com mais uma derrota, até o próximo jogo.
Ouvi-se um grito de GOOOOOOOOOOOOOOL!
Os copos erguidos ao alto batiam nas mesas,
O liquido amarelo e espumante,
A testosterona reinava no ambiente,
Entre os risos e lágrimas ressaltavam-se dois brasões e um placar,
A vitória para felicidade de alguns e a derrota para tristeza de outros,
Alguns insultos um brinde,
Mesmo perdendo ou ganhando ali aqueles “corações-por-uma-bola” continuariam celebrando as tempestades da euforia da vitória ou mesmo afogando suas magoas com mais uma derrota, até o próximo jogo.
[ Nas primeiras horas, de um novo dia]
Ali estaria àquela mãe de família nas exatas 5h da manha por não conseguir dormir,
De frente para aquele copo de água,
Puro e cristalino,
Olhando através do copo, pensava ali a solução de pelo menos alguns de seus problemas,
Não obterá resposta, pois perante o liquido transparente só conseguia ver seus próprios dedos,
E ai que estava o segredo, em suas MÃOS,
Pois só o esforço trazido com elas que conseguira soluções,
Es que aquela humilde mulher brindou a TEMPESTADE de sua vida.
Ali estaria àquela mãe de família nas exatas 5h da manha por não conseguir dormir,
De frente para aquele copo de água,
Puro e cristalino,
Olhando através do copo, pensava ali a solução de pelo menos alguns de seus problemas,
Não obterá resposta, pois perante o liquido transparente só conseguia ver seus próprios dedos,
E ai que estava o segredo, em suas MÃOS,
Pois só o esforço trazido com elas que conseguira soluções,
Es que aquela humilde mulher brindou a TEMPESTADE de sua vida.
O que dizer de cada copo que se vislumbra em nossa face?
O que sentir pela proporção da tempestade desse ou daquele?
NADA!
Pois agora eu me rendo a transcrever: “cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é”, logo, “brinde a casa, brinde a vida, meus amores, minha família”.
O que sentir pela proporção da tempestade desse ou daquele?
NADA!
Pois agora eu me rendo a transcrever: “cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é”, logo, “brinde a casa, brinde a vida, meus amores, minha família”.
Maria Fifi