Dedos, O martelo da justiça dos homens.
És O Impasse.
Deitado, sonhava com a tida “normalidade”, que fora acalentado em sua fronha de menino.
Acordado, seus olhos reluziam brilho, embalado pelo seu pensamento e incentivado por seus pequenos pés.
HOMEM, agora mais maduro, mais frio, mais confuso, MAIS Acordado. . .
Trocou os sonhos por ilusões passageiras (decepcionantes muitas vezes), mas culpava aquele “menino que imaginava que podia voar” que ele trazia consigo no seu ser mais silencioso.
Hoje se permitia a excitante aventura de VIVER.
Sendo que hora e meia via se sendo crucificado rudemente pelo seu superego - este vale frisar que fora alimentado pelos DEDOS de uma sociedade que tinha como seu processo ético a hipocrisia.
Tentava ser discreto, mas sua personalidade o ludibriava, e não conseguia passar despercebido,
Criado em um mundo de equívocos, embalado numa rede de quebra-cabeça, não era o único a fazer escolhas erradas.
Esgotava as emoções,
Andava as extremidades das coisas naturais, que sua educação não conseguiria mais controlar.
Era impulsivo, ousado (diziam muitos).
Um dia deixou-se levar pela embriaguez dos seus desejos.
Trocou a sensibilidade, confusa, mas sincera. . .
Pela vaidade, momentânea e distante.
Ligeiramente percebeu as grosseiras consequências, porém já era tarde,
Afinal a escolha já havia sido feita.
São os DEDOS, martelo da justiça dos HOMENS.
AGORA olhando de longe este homem-menino impulsivo, espantou-se com a silenciosa sentença dada por alguns.
Mal sabiam estes que o garoto dos olhos brilhantes já tinha seu proprio martelo todos os dias, pois seu fiel inimigo era sua AUTOCRÍTICA.
...Quem nunca errou, que atire a primeira pedra!
Maria fifi.