sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

No entrelaçar de tuas coxas.

Sinto o suave toque dos teus dedos a encostar-se às minhas mãos

Derrepente tens-me sobre o eu teu peito,

Proteção . . . Calma . . .Segurança. . .Certeza. . .
DESEJO!

Teus olhos se aprofundam diante de mim,

Sem um simples trocar de palavras sabes o que o meu eu mais profundo lhe diz,

Como numa dança, cujos únicos dançarinos éramos nos,

Eu e você.


A cada passo temos o entrelaçar dos nossos corpos,

O trocar de pernas, sem esperar que a música termine.

Suas mãos a passear sobre o meu corpo guiando-me para cada nova coreografia,


Frenesi.

O calor dos nossos corpos vindo a cada mudança repentina de ritmo,

Tu me tomas,

Numa linda e frenética melodia, somos um só.

Cantamos juntos,

PLENITUDE. . .

Silêncio , olhares. . . Final da música.

Feliz, mas com saudades me despeço do HOMEM

E derrepente em meu dorso tenho de volta o menino,

Que se aconchegava em meus braços, buscando de volta a sua MULHER.


Maria Fifi.