terça-feira, 28 de julho de 2009

Tu, Ele, Nós. . .

Eles. . .


Tantos?!
“Nem tantos”. . . Porém alguns.




Eis que ela se vê no meio deles, com aparência levemente confusa.
A gargalhada altamente presente camufla a ausência da sua “alma”.
Dentre olhares cruzados dos cordiais e os deslizes de mãos dos mais ousados,
Aqui está ELA! Estática.



Artista da sua própria farsa, fidelíssima amiga dos seus olhos ela percebe que naquele ambiente a falsidade vigora,
Com máscara que ela mesma produz.



No pensamento, tem o sentimento: A SAUDADE.
Esse como dito por alguns foi feito para ser sentido, ela não sabe ao certo seu real significado. Não sabe ao certo do que senti falta,
Tudo muito momentâneo e simultâneo, não consegue distinguir o que quer TER SENTIR, OUVIR ou VIVER novamente,
Apenas sabe que falta algo.



A fuga concentrada no desapego, ela constrói as oportunidades e esquiva seu coração de “finais-felizes”,
Escrevendo capítulos com novos personagens, ela ligeiramente se diverte, observando a grandiosa diversidade de cada participação especial da sua história.
Contempla a sua solitude.



Sozinha no meio de tantos, ela tenta se apegar aos fatos superficiais,
Distraída com o afago de mãos, as caricias do rosto, sustenta algumas mentiras baseados em minutos, horas, dias, meses intensos.



Hoje tu, amanha ele, depois aquele, daqui em diante o outro,
E ela?
Ela ainda vai está lá estática... Até o momento que sentir seu coração pulsar.
Que aos pulos vai gritar : SEJA bem-vindo meu amor!



Maria Fifi.

terça-feira, 9 de junho de 2009

A vida retratada em LEGENDAS.

Parte II- A CONSTRUÇÃO.

Retratar a vida em legendas é viver cada momento interpretando a sua importância e intensidade.

Celebrar, Repensar, Amar, Chorar, Sorrir, Abraçar cada dia, cada pessoa que passa por nós. E em especial uma pessoa que um dia era nada a mais que “normal”, hoje depois do entrelaçar do destino passa a ser um AMIGO, UM AMANTE... UM AMOR.

Tentar explicar a misteriosa arte de viver é uma tarefa que muitos já desistiram logo, dizer o porquê dos “corpos” se unirem não seria muito fácil, ficando assim bem mais simples contemplar o brilho enaltecedor do amor, este visivelmente trazido pelo olhar desses tais apaixonados.

Por isso lhes digo: FELICIDADES!
Apaixonem-se diariamente, sejam o cotidiano-feliz de ambos . . .
Expressando cada momento a exclamação:“eu quero está com você”, melhor que isso só um :EU TE AMO!
Se embreagem de esperança, não fugindo da realidade, que por mais que circunstâncias externas um dia digam que não, a felicidade existi sim, basta apenas ter paciência de cultivá-la para não “fugir”.

A historia que “começou” em um brindar de copos, embalados pelo entusiasmo da dança antes do brilhar da aurora, foi dando espaço ao carinho, ao respeito e cativado pelo amor.

Hoje essa historia rendeu fruto, e pelo costume social se transcrevem em papéis.
Trazendo a expressão externa dessa realidade interior que se consuma na intimidade da vontade de dividir sonhos, expectativas, construir novos objetivos, reescrever historias, e criar novas historias. “Refamiliar-se”.

Hoje depois dos tramiteis legais são de fato marido e mulher, um primeiro passo de uma nova legenda na vida de cada um. Momentos que se eternizaram, que hoje tem um leve gostinho do “medo”, do frio na barriga que o “sonho” virou realidade, transcrita no papel.

Tendo por fim eu desejo à vocês mais que FELICIDADE, UNIÃO e AMOR... Desejo a vocês: MOMENTOS, HORAS, DIAS, E ANOS... Todos estes transcritos por legendas que vão sendo gravadas nas lembranças. MOMENTOS que vislumbrem o “arreganhar” de dentes, o cheiro do perfume, o olhar, o “juntar de escovas”, O trocar de pernas, os braços que se abraçam, a mão no ombro, a risada das piadas sem graças, as construções dos sonhos, as rimas dos apaixonados transcritas nos versos de amor, o trocar de fraldas, as noites sem dormir, o cheiro da vida sentida por minutos. As horas, dias e meses que se transformaram em anos.


Felicidades.

E muitos momentos cobertos de “grandes detalhes” de vocês.


Maria Ffi.





“Olha você tem todas as coisas.
Que um dia eu sonhei pra mim.
A cabeça cheia de problemas.
Mas eu não me importo, eu gosto mesmo assim.
Tem os olhos cheios de esperança.
De uma cor que mais ninguém possui.
Me traz meu passado e as lembranças.
Coisas que eu quis ser e não fui.
Olha você vive tão distante.
Muito além do que eu posso ter.
E eu que sempre fui tão inconstante,
Te juro, meu amor, AGORA É PRÁ VALER.
Olha, vem comigo aonde eu for,
SEJA MEU AMANTE, MEU AMIGO, MEU AMOR,
Vem seguir comigo o meu caminho,
E viver a vida só de amor”.
(OLHA- ROBERTO CARLOS)

terça-feira, 2 de junho de 2009

A vida retratada em LEGENDAS.

Parte I - A DESPEDIDA.

Momentos se eternizam,
Alguns com o brilho enaltecedor de alegrias,
Outros por lágrimas que rolaram no curto percurso da sua face,
Petrificados por flashes na memória ou refletidos num papel.

Lembranças,
Só isso que temos.

Pensamentos que vislumbram o arreganhar de dentes, o cheiro do perfume,
O trocar de pernas, os “botões da blusa”, os braços que se abraçavam, a mão no ombro, A risada das piadas sem graças, as construções dos sonhos, as rimas dos apaixonados transcritas nos versos de amor, a saudade sentida por minutos. As horas, dias e meses que foram se transformando em anos.

Agora, temos apenas legendas,
Que contam as historias dos momentos que tivemos.
Com um simples “até logo” as palavras de amor vão sendo deixadas nas gavetas.
E teu olhar me lembra a saudade da companhia do amigo, do amante, do AMOR.

Hoje meu coração dança sozinho,
Cada nova música que tínhamos como nossa,
E elegantemente arruma-se para o novo espetáculo da vida,
Recompondo-se com a esperança de um novo-e-eterno-amor.


Esperando as novas linhas de minha historia, que AGORA vou construindo sozinha.





Maria Fifi

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A moça que teve coragem de voar.

És que surgi uma nova oportunidade,
Está, vem luminosa e esplandeceste. . .
Como o brilho de uma esmeralda, na sua cor verde-vibrante,

TENTADORA!

A moça “insanamente-consciente” cega-se com os raios diante dos seus olhos. . .
O novo e misterioso lhe chama!

Petrifica-se,

Com o olhar estático, descobre a chance da reconstrução de seus sonhos,

Encanta-se,

Enche o peito da sua, certeza/incerta, joga-se. . .
Dentro de um vôo intenso pela FELICIDADE,

Agora ela não ouve mas, quase nada,
Apenas uma única voz que ainda continua intensa e forte dentro dela,
O pulsar do seu coração! . . .Que vem gritando: ADRENALINA!

Senti-se momentaneamente, PLENA.

Afinal nunca ninguém dissera que ela não podia voar...

Seria apenas mais uma decepção?
E a razão dessa moça onde estaria?
As conseqüências que ela teria?
Onde seu vôo iria parar?

Nesse instante a única certeza que está tinha, é que SE PERMITIU,
A razão?Estaria junto da cabeça, as duas tinham ficado em qualquer outro lugar, que naquele momento era tido como inoportuno,
As conseqüências desse vôo e aonde ela iria aterrizar?


Isso ninguém sabe.

Porém a única coisa que podemos dizer de concreto, é sobre brilho refletido em seus olhos, no exato instante que ela estava plena no seu vôo, ali refletia uma única coisa: A FELICIDADE!

Neste segundo as vozes dos tipos racionais continuavam ali,
Mas o vôo era só DELA,
As vozes estavam virando apenas sussurros trazidos pelo vento, que baixinho diziam:
BOA SORTE!

Assim como o dito popular que fala: "água fria não mata cede", enquadramos isso na nossa vida,
Afinal a cede de viver, não “morre” devido à fria cautela da insegurança.
O famoso: MEDO DE ERRAR.

Maria Fifi.



sábado, 11 de abril de 2009

O Agradecimento.

Fugindo das frases e rimas inventadas, dos versos que vão se completando através dos sentimentos dos avulsos, hoje tentei repensar. . . RESPIRAR.

Não só repensar os sonhos, amores, decepções, desejos, metas ou objetivos. . .

Hoje tentei repensar a vida. Ou melhor :
AGRADECÊ-LA!

Agradecer a vida?!

ISSO!

Afinal após repensar tudo que vivo, vivi e pretendo viver. Sem medo da minha consciência eu certamente preciso agradecer, a cada novo dia em que o espírito da “fênix” surgiu em mim.

Nada tão profundo, ou tão religioso, falo apenas na recomposição de forças. O respirar fundo e saber que vale apena ir mais uma vez. . .ir mais longe. . .VALE APENA CONTINUAR.

Logo me vejo enaltecida com ciclo de viver, és que, respiro profundo e aos “gritos”, os muitos dois dentro de mim tendem a concordar com uma única só coisa: É Preciso Agradecer. . .

A cada dia, a cada passo, a cada aperto de mão, a cada palavra, a cada pessoa que entra na minha vida, a cada forma de expressão, a cada brinde, a cada pôr-do-sol que vem a dourar meu rosto, a cada melodia, a cada sorriso, a cada paixão, a cada “único-e-eterno-amor(ressaltando que: ATÉ ENQUANTO ESTE DURE)”, a cada confusão de pernas, a cada novo julgamento, a cada nova aurora nascitura, a cada estrela surgi mostrando como é belo o infinito, a cada olhar . . .

Agradecer SIM! A cada abraço seguro, daquela que me teve em seu ventre.

Pois enquanto a fênix se transforma em pó, as magias de viver renasceram com suas belas e novas penas, revigorando suas forças.



. . . .Assim como os sonhos da “menina de olhos brilhantes”,
Ou da "moça da janela"
Maria Fifi

segunda-feira, 23 de março de 2009

Quando A ARMADURA te torna INVISÍVEL!

. . . És que ainda me vejo de carne e osso,

como ligeiramente ouço nos ventos do mundo,
As veias de aço que criei ainda se salientam no meu corpo.

Trazem-me tristeza,
A luz refletida no espelho parece transparecer o brilho fosco que cai devagar para sustentar aquele sorriso (que insiste a surgir no canto da boca).

Sei que ainda está lá. . .



LINDA, MODERNA E NOVISSIMA! És que tens a sua “armadura de prata”!


TÃO AUTOCONFIANTE, INTOCÁVEL, INATINGÍVEL. . .Tantas gargalhadas, ela está estonteante!


Enche-se novamente do idealismo de viver “porraloucamente”.


Nada mais a feri. Tem uma armadura de prata!


TOLA!(Feliz, no momento que engana-a-te-mesmo).



Olhar frio, mãos sem calor, veias de aço.
O coração?!Ah... Esse parece que nem existi mais, teria virado pedra.(és os comentários que teciam) .

Mal sabia ela que aquela “nova armadura” com o tempo, nos olhos dos demais “lutadores” iria fazer parte do seu corpo. . .

Tornou-se uma só.



MENTIRA!
As lágrimas ainda corriam pelo rosto da “lutadora”, ela sabia que sua fragilidade apesar da redundância era sua mais bela virtude.


A eterna menina tentando mostrar-se como: A LINDA MULHER(Cobiçada) ,


É isso, ela ainda estava lá!


E ele?

Será que ele conseguia ver através da prata?

Será que podia imaginar que existia ainda uma menina lá?!
Será que ele também a julgava de insensível?!
Intocável, até que ponto?
Até onde era sua armadura?
Onde aquela mulher de prata escondia seu coração?


Ele apenas poderia se questionar e suas perguntas ainda ficariam sem respostas.


Afinal este havia se encantado pelo brilho de uma armadura, logo a prata ofuscava seus olhos, e ele desistia imediatamente de olhar por muito tempo aquela moça.


O superficial era suficiente a ele neste momento, satisfazia a sua “necessidade momentânea”.


Ela?


Ah! . . . Ela a cada dia via que aquela armadura era muito grande. Estava se perdendo dentro da sua LINDA ROUPA DE PRATA.

Como diz a "cantiga": "Nem tudo que reluz é OURO...nem tudo que balança cai"(seria prata?!).

Maria Fifi


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

ESPERANÇAS.

O juntar dos ponteiros, o momento que o peito enche-se de ar, os olhos refletem as várias cores dos fogos, o banho do espumante, o abraço, o beijo e as palavras ensaiadas.

Tudo isso completando o ciclo.

O branco traduz em silencio: O RECOMEÇO!

Será mesmo o recomeçar?!

Ou seria o terminar?!

Ou mesmo o continuar?!

Hoje ouvi da mais forte e silenciosa voz do meu ser , uma palavra: MUDAR... Inovar.

E logo a menina de olhos verdes com que eu sonhava me disse seu nome:

E-S-P-E-R-A-N-Ç-A!

Parei.

Observei-me .

Em silencio estava a me questionar, pois era o mais puro dos realistas.

MAS hoje, vi que ainda continuo aquele sonhador esperançoso.

Posso recomeçar, terminar, inovar ou continuar . . .Não importa.

Pois cada segundo é único, a diferença está na intensidade, é ela que traça as marcas das nossas vidas.








Não nego que redescobrir os iguais pode também ser surpreendente.


Maria Fifi.